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Quarta, 25 Mai 2022 12:34

CIJ capacita profissionais que atuam em unidades de acolhimento

A Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça de Sergipe iniciou ontem, 24/05, uma capacitação voltada a profissionais que atuam em unidades de acolhimento para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social em Sergipe. Serão capacitados, até segunda-feira, 31/05, coordenadores, psicólogos e assistentes sociais de cerca de 40 unidades, da capital e interior, no auditório da CIJ, no Anexo I ao Palácio da Justiça.

“Exatamente no Dia Nacional da Adoção, nada melhor que ofertar uma ação formativa para o acolhimento institucional, procurando fortalecer a rede de atendimento protetivo à criança e ao adolescente. Ação, inclusive, que está ligada ao Programa de Ações Integradas para o Fortalecimento do Sistema de Garantia e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescentes, o Praif-SGD, que é uma articulação promovida pela CIJ com o objetivo de capacitar a rede de proteção”, explicou a Juíza Iracy Mangueira, responsável pela CIJ.

A oficina de apoio técnico sobre o ‘Protocolo Interinstitucional para Acolhimento de Crianças e Adolescentes’ é destinada à coordenação e equipe técnica das unidades de acolhimento para crianças e adolescentes de Sergipe. É uma parceria entre instituições que compõem a rede de alta complexidade: CIJ/TJSE, Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social (SEIAS) e Centro de Apoio Operacional da Infância e Adolescência (CAOpIA), do Ministério Público de Sergipe.

“Nessa capacitação, mostramos o protocolo que regula justamente a prestação do atendimento protetivo. No ano passado, a Corregedoria Geral da Justiça editou o Provimento 09, transformando em ato normativo o protocolo interinstitucional que organiza o atendimento protetivo no Estado, assinado pelo Ministério Público, Tribunal, enfim, todo o sistema de justiça e representações assistenciais, como o Colegiado de Gestores e Conselhos de Assistência Social”, esclareceu Iracy Mangueira.

Um dos participantes da capacitação foi Erisvaldo dos Santos, Assistente Social da Casa Lar de Santa Luzia do Itanhy. “Algumas vezes, como somos do interior, ficamos muito distantes da realidade. Então, é de sua importância trabalhar com Judiciário e com essas pessoas de outras cidades. Assim, fortalecemos a rede, ficamos mais confortáveis e confiantes em relação ao nosso trabalho”, comentou Erisvaldo.

Para a Psicóloga Leydjane Carvalho, da Casa Lar Promotor de Justiça Emerson Oliveira Andrade, de Canindé do São Francisco, o momento é de aprendizado. “É uma oportunidade de fortalecer a rede e potencializar melhorias ao nosso trabalho. Passamos por uma experiência, recentemente, na qual tivemos que promover a transferência de um acolhido e a capacitação nos ajudou a dirimir algumas dificuldades que surgiram durante esse processo. Em uma situação futura, poderemos intervir com mais fluidez”, salientou a psicóloga.

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  • Fotografias: Raphael Faria / Dicom TJSE

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