No dia 10 de maio foi celebrado o Dia da Memória do Poder Judiciário, data instituída, em 2020, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A data incentiva e apoia ações de preservação e divulgação da herança histórica da Justiça em todo o país. Em Sergipe, o Arquivo Judiciário realizou nesta sexta-feira, dia 20, uma programação que resgatou a história do Poder Judiciário sergipano a partir de historiadores e documentos do século XIX.
"O Conselho Nacional de Justiça editou uma resolução para que todos os Tribunais do país comemorassem o Dia da Memória, até o final do mês de maio. O Arquivo Judiciário está hoje realizando um evento para essa comemoração. Nosso objetivo é difundir essa memória para que ela não seja esquecida e por isso, trouxemos estudantes do ensino médio para ouvirem a palestra e conhecerem o acervo e a memória preservada nesse prédio", explicou Mônica Porto, Diretora do Arquivo Judiciário.
A palestra "Memórias e histórias contadas sobre o Poder Judiciário em Sergipe no século XIX" foi proferida pelo Professor Antônio Lindvaldo Sousa, da Universidade Federal de Sergipe.
"Geralmente o que foi produzido sobre esse passado por intelectuais no final do século XIX, século XX, dizendo o que eles acham sobre a história do Poder Judiciário. Entre eles está o Felisbelo Freire que é o autor da História de Sergipe. Irei buscar outros autores que identificam um passado glorioso do Poder Judiciário, entre eles, o Tobias Barreto, um representante ícone desse passado sergipano. Além de textos sobre os 100 anos da Independência de Sergipe, inaugurações das praças que tem tudo a ver com a história do Poder Judiciário e evidentemente, a publicação dos álbuns do Clodomir Silva sobre Sergipe, no qual o Judiciário tem um papel importante", discorreu o professor Antônio Lindvaldo.
Para o Professor Antônio Lindvaldo, estudar a memória do Poder Judiciário é identificar a formação social, uma vez que se trata de uma instituição relevante. "O Poder Judiciário sempre foi um poder ligado às questões de justiça, de ordem e encontramos sujeitos da história do passado, como mulheres, índios, negros, então, quando olhamos a história do Poder Judiciário, podemos identificá-lo como guardião de uma memória, uma documentação riquíssima e não totalmente explorada até hoje", acrescentou.
Os alunos dos 1º e 2º anos do Ensino Médio do Centro de Excelência Gonçalo Rollemberg Leite, da rede estadual de ensino, participaram da aula de história e memória do Poder Judiciário no Arquivo. Para a professora Joana D"Arc Correia, da disciplina Geografia, falou sobre a garantia da cidadania aos estudantes a partir do conhecimento acerca do Poder Judiciário.
"Estar em espaço como esse é importante para que nossos estudantes façam a correlação de tudo que ensinado em sala de aula com as memórias que estão preservadas aqui no Arquivo Judiciário. Importante também eles entenderem o papel do Poder Judiciário juntos à sociedade, uma instituição que busca a defesa dos direitos", relatou a docente.
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