Foi encerrado na manhã desta sexta-feira, 08/04, na Escola Judicial de Sergipe (Ejuse), mais um Curso de Formação de Facilitadores de Justiça Restaurativa e Círculo de Construção de Paz. O objetivo foi formar novos facilitadores, que vão multiplicar a metodologia e atender à crescente demanda de difusão da Justiça Restaurativa por parte dos demais órgãos e instituições signatários no Protocolo de Cooperação Interinstitucional celebrado com o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE).
Esse último dia do curso foi aberto pelo Juiz de Direito Haroldo Rigo, que é membro da Comissão de Implementação, Difusão e Execução da Justiça Restaurativa (Cidejure) do TJSE. “Com a conclusão dessa turma, poderemos intensificar ainda mais a prática da Justiça Restaurativa, não só no âmbito do Judiciário, como também em outras áreas. É uma prática que vem sendo bastante incentivada na atual gestão, já que o Desembargador Edson Ulisses, Presidente no Tribunal, é um entusiasta dessa metodologia por acreditar que é possível construirmos um mundo mais pacífico”, considerou o magistrado.
Segundo a facilitadora Michelle Cunha, essa foi a quinta turma de formação em Justiça Restaurativa realizada pelo TJSE. Em 2017, foram ofertadas duas turmas e outras duas em 2018; totalizando cerca de 120 pessoas capacitadas. Com o final do módulo teórico, os alunos deverão cumprir 60 horas de estágio supervisionado. “Os que são servidores do Tribunal farão o estágio na 17ª Vara Cível de Aracaju e os outros alunos nas instituições onde trabalham”, explicou Michelle.
“Foi uma turma excelente, muito engajada e comprometida”, completou a facilitadora, que ministrou o curso juntamente com Sonale Ramos. Além de servidores do Tribunal de Justiça de Sergipe, participaram do curso profissionais que atuam nas áreas da educação, sistema prisional e socioeducação. “No sistema de justiça, alguns alunos farão parte da Cejure e outros poderão ajudar na implementação e atuação da Justiça Restaurativa em projetos já desenvolvidos pelo Tribunal”, informou Michelle, referindo-se ao recém-criado Centro de Justiça Restaurativa (Cejure), pela Lei Estadual 8.984/2022.
Um dos alunos foi o técnico judiciário Rubens Pacheco, lotado no 2º Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Nossa Senhora do Socorro. A Justiça Restaurativa foi o tema da dissertação de Mestrado de Rubens, que já pensa em fazer doutorado na área. “Tenho me dedicado ao estudo desse tema há algum tempo e, agora, tive a oportunidade de fazer o encontro da teoria com a prática. Além da experiência pessoal, que alimenta nossa esperança; o curso me mostrou a Justiça Restaurativa funciona, sem sombra de dúvidas”, salientou.
No conteúdo teórico, os alunos refletiram sobre o conflito; estudaram sobre cultura da paz e comunicação não violenta; fundamentos e valores da Justiça Restaurativa; contação de histórias como expressão do humano; check-in e check-out e perguntas norteadoras; etapas preparatórias (pré-círculo – círculo – pós-círculo); vivência do papel de facilitador no planejamento de círculos; participação da comunidade e corresponsabilidade com as relações humanas; entre outros temas.
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