O Centro Médico do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) realizou na manhã desta sexta-feira, 05/11, mais uma palestra, transmitida no canal TJSE Eventos, no YouTube, com o objetivo de promover o bem-estar de servidores, magistrados e sociedade em geral. A fisioterapeuta Maria Goretti Fernandes, doutora em Ciências da Saúde (UFRN) e professora de Fisioterapia em Saúde do Trabalhador e Ergonomia da UFS, falou sobre medidas que podem ser adotadas para prevenção de Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT).
O evento foi aberto pela Desembargadora Ana Lúcia Freire dos Anjos, Vice-Presidente do TJSE. “Vivemos um momento preocupante em razão da pandemia. Desenvolvemos nosso trabalho em casa, em frente ao computador, mais do que o comum. Nosso trabalho não se limita aos fóruns e aos prédios do Tribunal. Então, essas orientações são importantes para nosso trabalho e para o cuidado com nossa saúde”, destacou a magistrada.
Logo no início da palestra, a fisioterapeuta lembrou que o trabalho remoto adotado durante a pandemia estendeu a carga de trabalho em 10%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). “Outro dado importante foi que 70% dos entrevistados disseram jamais terem vivido um ano tão estressante quanto o de 2020”, acrescentou Gorette, lembrando que, nesse período, houve uma explosão de doenças ocupacionais, entre elas lesões por esforços repetitivos, estresse, ansiedade, alterações do sono, cefaleia e cansaço.
“A cabeça da gente pesa de 5 a 7 quilos. Quanto mais baixamos a cabeça, quanto menor for o ângulo, mais ela pesará, chegando a 27 quilos. A cervical não aguenta. É também por isso que, muitas vezes, a gente não sabe de onde vem tanta dor de cabeça”, alertou a fisioterapeuta. Entre as dicas para evitar esse tipo de problema está o descanso de 10 minutos a cada 50 minutos de trabalho. A postura ideal precisa ser com os punhos retos, cabeça ereta e na linha dos ombros; olhos voltados ligeiramente para baixo, sem dobrar o pescoço; cotovelos dobrados em 90 graus e antebraços na horizontal, ombros relaxados e pés apoiados no chão.
Ainda durante a palestra, Gorette lembrou que o projeto Ergo Vida, do Centro Médico do TJSE, funcionou remotamente durante a pandemia. “Alguns servidores fizeram exercícios e terapia laboral com a gente pelo teleatendimento. O Centro Médico deu todo suporte para os servidores participarem e os encontros estão acontecendo até hoje, com grupos às terças e quartas, de 30 minutos cada. Recebi várias devolutivas dos servidores, que falaram que isso ajudou no período de atividade remota”, contou.
“Sem dúvida, a tecnologia deve ser usada a nosso favor. O Centro Médico, em parceria com a senhora e a UFS, vem conseguindo sensibilizar os colegas. Estamos oferecendo um atendimento remoto também no setor de Fisioterapia, com a implantação da telemedicina durante a pandemia, que continua disponível aos nossos usuários, especialmente aos servidores que trabalham no interior do Estado e que não têm tanta facilidade de virem ao Centro Médico do Tribunal”, acrescentou Luciana Nobre, Diretora do Centro Médico do TJSE.