Imprimir esta página
Segunda, 25 Outubro 2021 11:06

Outubro Rosa: mastologista fala sobre prevenção do câncer de mama

Se você já viu alguém, este mês, usando um laço rosa, saiba que ele se refere a uma campanha mundial de combate ao câncer de mama. O Outubro Rosa surgiu nos Estados Unidos na década de 1990 e chegou ao Brasil nos anos 2000. O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), através do seu Centro Médico, também aderiu à campanha e realizou no canal TJSE Eventos, no YouTube, na manhã desta segunda-feira, 25/10, uma palestra sobre o tema, ministrada pela mastologista Aline Valadão, membro da Sociedade Brasileira de Mastologista.

O evento foi aberto pelo Presidente do Poder Judiciário de Sergipe, Desembargador Edson Ulisses de Melo. “O Tribunal de Justiça tem procurado orientar suas servidoras e as mulheres que estão sintonizadas no nosso canal do YouTube. Através do Projeto Meses Coloridos, hoje estamos falando sobre a prevenção ao câncer de mama. A atual gestão tem como proposta fazer campanhas educativas de prevenção a várias doenças e eu espero que todos aproveitem bem essas informações”, salientou o Presidente.

Conforme a médica, o câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente. “Uma a cada 8 ou 10 mulheres terão câncer de mama. Por isso, precisamos buscar o diagnóstico precoce. O câncer de mama em jovens tem aumentado. No Brasil, dados do final de 2019 mostraram que 41,1% dos casos foram de mulheres abaixo dos 50 anos de idade. Por isso, a recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia é que o rastreamento seja a partir dos 40 anos de idade”, orientou.

A mastologista informou ainda que de 40% a 60% dos casos são diagnosticados em estágios mais avançados. “A pandemia da Covid-19 nos mostrou que o rastreamento do câncer de mama não pode ser interrompido. O que vimos agora foi a redução dos cânceres iniciais e um aumento dos casos mais avançados e do comprometimento axilar”, alertou Aline, lembrando que a atividade física regular e alimentação equilibrada são capazes de reduzir em 30% a probabilidade de ter câncer de mama.

“A mamografia anual, a partir dos 40 anos de idade, é capaz de reduzir a mortalidade pelo câncer de mama de 25% a 30%. Esse é nosso recurso principal. Outros exames, como ultrassonografia e ressonância, são exames complementares”, explicou a médica, que aproveitou para explicar como a mamografia é feita. “O que mais dificulta a realização do exame é a tensão da paciente. Se a mulher está tensa, a técnica não consegue posicionar adequadamente a mama. É a compressão que vai separar os tecidos e mostrar com mais detalhes as possíveis lesões. Ou seja, a compressão das mamas durante o exame é necessária”, acrescentou Aline.

A Diretora do Centro Médico do TJSE, Luciana Brandão, disse que o Projeto Meses Coloridos tem como objetivo compartilhar com o público conhecimento técnico e científico sobre inúmeras doenças. “Convidamos especialistas para que possam levar aos nossos servidores e à sociedade informações relacionadas à prevenção, diagnóstico e tratamento de várias patologias, cumprindo, assim, um papel social importante”, destacou Luciana. Todas as palestras são transmitidas ao vivo, mas ficam gravadas no canal TJSE Eventos, no YouTube.

Live

O tema também foi debatido pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos, em seu perfil do Instagram (@nupemectjse), no último dia 20. Na ocasião, a empresária e Coordenadora do Grupo Flores de Aço, Romilda Porto, conversou com a Juíza Maria Luiza Foz Mendonça, Coordenadora do Cejusc Aracaju. A empresária contou como venceu o câncer de mama, descoberto em 2017, e falou sobre o trabalho do Grupo Flores de Aço, que atualmente conta com mais de 100 mulheres.

Galeria de Imagens