Quarta, 29 Setembro 2021 17:24

Nupemec promove live voltada para conscientização e combate às doenças cardiovasculares

Nesta quarta-feira, dia 29, Dia Mundial do Coração, o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos, em seu perfil do Instagram (@nupemectjse), promoveu mais uma ação inserida no Projeto Meses Coloridos. O Setembro Vermelho é dedicado à conscientização e combate às doenças cardiovasculares e a live abordou o assunto com a cardiologista Daniela Cabral, que é especialista em Arritmia e Marcapasso.

A live teve como tema "Conscientização e combate às doenças cardiovasculares" e contou com a mediação da Juíza Maria Luiza Foz Mendonça, Coordenadora do Cejusc, que iniciou com perguntas para a cardiologista. "Hoje é o Dia Mundial do Coração e vamos bater um papo sobre a saúde do nosso coração. Como é possível manter uma vida saudável, o que podemos fazer pela saúde do nosso coração?", indagou a magistrada.

De acordo com a médica Daniela Cabral, a melhor forma de manter o coração saudável é a prevenção e o cuidado diário com a saúde. "É muito importante falar sobre o tema porque as doenças cardÍacas são as que mais matam. As formas de prevenção nos trazem a possibilidade de vivermos mais e melhor. Cuidar do coração é cuidar do corpo inteiro, corpo e mente. Cuidar do coração é algo simples, demanda uma série de cuidados, de forma equilibrada e balanceada, que englobam desde a alimentação, atividade física, a higiene com o sono. Cuidar do coração é cuidar de si no dia a dia, não é apenas fazer exames, visto que o check up é importante, mas tem o objetivo de detectar uma doença instalada e a prevenção é muito mais, é o dia a dia", alertou a especialista.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), meio bilhão de pessoas no mundo e 14 milhões no Brasil são acometidas por doenças cardiovasculares, como hipertensão, arritmia, insuficiência cardíaca, infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Anualmente, são registradas no Brasil mais de 380 mil óbitos por doenças cardiovasculares.

Durante a live, foram abordadas questões relevantes para a manutenção da saúde e da qualidade de vida. A cardiologista falou sobre a prática de atividade física, pontuando que o importante seria praticar, no mínimo, atividades por 150 minutos, semanalmente. Destacou que as atividades físicas devem ser mantidas de forma moderada e rotineira, com respeito ao corpo e às recomendações médicas.

Quanto às questões alimentares, a médica destacou que deve haver um equilíbrio. "Na alimentação não existe nada proibitivo. Há recomendações para cada tipo de paciente, a exemplo de pessoas que têm problemas com pressão arterial, arritmias, diabetes", considerou Daniela Cabral. Segundo a recomendação da cardiologista, é preciso haver uma alimentação equilibrada e que aquela rica em nutrientes, produtos frescos, naturais e com menos conservantes é a mais saudável para o coração. O único hábito condenado pela cardiologista é o consumo do cigarro. "Cigarro nunca, a meta do cardiologista é zero cigarro", enfatizou.

A Juíza Maria Luiza lembrou que ao ler o livro "Semente da vitória", observou que o autor menciona a regularidade do sono como essencial para a saúde do campeão da Fórmula 1, Airton Sena. "Sem sombra de dúvida o corpo humano tem a necessidade de descanso, de ter horários de sono regulares. Grandes desregulações da pressão arterial, ganho de peso geralmente estão associados a uma rotina sem horas regulares de sono", relatou Daniela Cabral.

Ainda, de acordo com a cardiologista Daniela Cabral, as consultas ao cardiologista, em caso de pessoas que não apresentam problemas cardiovasculares ou não possuem antecedentes familiares, devem ser iniciadas aos 40 anos. Porém, em casos de pessoas que têm familiares próximos, como pai e mãe que tenham sofrido infarto ainda jovens, ou seja, que tenham tido algum um evento cardiovascular com menos idade, o ideal é buscar o acompanhamento cardiológico desde cedo. Também foram abordadas as dificuldades de acompanhamento dos pacientes após a pandemia da Covid-19 e as questões da espiritualidade."Existem estudos que provam que o indivíduo que tem mais pensamentos negativos adoece mais do coração", afirmou a cardiologista.

Informações adicionais

  • Fotografias: Raphael Faria - Dicom TJSE