Segunda, 30 Agosto 2021 17:31

Live no Instagram do Nupemec traz informações sobre cuidados e tratamento da esclerose múltipla

Com o tema “Esclerose múltipla: diagnóstico e tratamento - análise do caso clínico de Claudia Rodrigues”, o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) realizou mais uma ação do Projeto Meses Coloridos. A Live foi transmitida no Instagram @nupemectjse, nesta segunda-feira, dia 30, Dia da Conscientização da Esclerose Múltipla e teve como convidada a Estrategista de Vida & Carreira e empresária da atriz e comediante Claudia Rodrigues, Adriane Bonato e como debatedora a Juíza Maria Luiza Foz Mendonça, Coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Aracaju.

A conversa teve início com um relato sobre a história da atriz Cláudia Rodrigues, que foi diagnosticada com a esclerose múltipla há 21 anos. “Os primeiros sintomas surgiram no palco, durante sua apresentação na peça ‘O monólogo da vagina’. A Claudinha sentiu uma dormência muito forte no braço e a primeira suspeita era que fosse um AVC. Com a ressonância, foi descoberta a esclerose múltipla”, relatou Adriane Bonato.

A empresária narrou que quando a atriz descobriu a doença sabia-se apenas que se tratava de uma doença degenerativa e, por medo, a atriz manteve a condição médica sob sigilo. “No auge da carreira, a maior comediante do país recebe uma notícia de que iria morrer, de que não poderia trabalhar. Assim, ela aproveitou, enquanto estava saudável, para trabalhar e garantir um ‘pé de meia’ para o futuro, para a filha e para o tratamento da doença, quando não mais pudesse trabalhar. Somente em 2006, a Claudinha levou a notícia ao público e deu início ao tratamento em 2007”, acrescentando que a atriz somente se afastou dos trabalhos na TV em 2013.

A Juíza Maria Luiza Mendonça ressaltou que o objetivo da Live é disseminar informações, a exemplo do Caso Claudia Rodrigues, para que os pacientes que são diagnosticados com a esclerose múltipla saibam como proceder, inclusive na vida profissional. Destacou que um dos primeiros comentários foi de um servidor do Tribunal de Justiça de Sergipe, o qual expôs ter sido diagnosticado com a esclerose múltipla, estando afastado do trabalho. “Para esse servidor e para quem nos acompanha nas redes sociais, as informações que estamos trazendo, neste Dia da Conscientização da Esclerose Múltipla, são essenciais porque reforçam que é possível conviver com a esclerose múltipla e ter qualidade de vida, se inspirado no caso Cláudia Rodrigues”, explicou a magistrada.

De acordo com a empresária, a atriz Cláudia Rodrigues precisou mudar a postura e enfrentar a doença para que, mesmo diagnosticada com esclerose múltipla, tivesse qualidade de vida. Afirmou que o acompanhamento médico, medicamentoso, psicológico, fisioterapêutico e, principalmente, o transplante de células-tronco, na época, inclusive, experimental; além do apoio de familiares, amigos, fé e determinação foram o que mudaram a condição da atriz Claudia Rodrigues. “A Cláudia não conseguia dar uma volta no pedal da bicicleta e agora ela já pratica uma hora de bicicleta todos os dias, tornou-se uma atleta”, comemorou Adriane.

Ao final da Live, a magistrada Maria Luiza perguntou sobre a rotina da atriz. “Quando iniciamos a Live, as pessoas pensaram que teríamos uma fórmula mágica, mas, no caso da Cláudia, houve todo um processo de evolução para que o tratamento fosse um sucesso. Uma mudança de postura, de enxergar a doença e, mesmo com o transplante das células-tronco, a atriz manteve a rotina de cuidados”, acrescentou.

De acordo com Adriane Bonato, a rotina diária da atriz contempla alimentação saudável com muitas frutas, saladas, grãos, proteínas; atividades físicas, exposição ao sol, atividades motoras, ensaios para peças. “Hoje a Cláudia não faz tratamento, faz treinamento, com uma rotina de segunda a sexta-feira. Se você está com um diagnóstico de esclerose múltipla, não se apavore, tudo vai mudar na sua vida, mas você não pode perder a esperança”, reforçou a empresária. Segundo Adriane, circula entre os grupos de tratamento da esclerose que a vacina da Pfizer, que utiliza o RNA mensageiro, está sendo estudada para a esclerose múltipla com bons resultados laboratoriais. “Essa é uma grande esperança, porque em alguns anos teremos um remédio, uma vacina para a esclerose”, finalizou.

Mais de 50 pessoas acompanharam e participaram com perguntas e relatos sobre a esclerose múltipla. A Live está salva no Instagram do Nupemec (@nupemectjse).

Informações adicionais

  • Fotografias: Raphael Faria - Dicom TJSE