O Arquivo Judiciário está realizando hoje, 09/08, e amanhã, um curso sobre Métodos e Técnicas de Higienização e Conservação de Documentos. O curso, que tem 15 horas e é ministrado pela servidora Vera Lúcia Souza de Carvalho, do Núcleo de Conservação e Restauração Documental do Arquivo, é o primeiro presencial após o início da pandemia da Covid-19, mas foi restrito a 10 vagas justamente para manter os protocolos sanitários.
“Após a pandemia, tivemos que suspender todas as atividades presenciais, não só os cursos, mas também as pesquisas. Aqui do Arquivo já saíram dissertações, teses, trabalhos de conclusão de curso porque os alunos e pesquisadores buscam processos que tratam da história de Sergipe. Agora, estamos retomando o atendimento presencial, seguindo todas as normas de segurança”, ressaltou Mônica Porto, Diretora do Arquivo.
O curso oferece conteúdo teórico e prático, tratando da Introdução à Conservação Preventiva; equipamentos de proteção individual; desinfestação de documentos; higienização de documentos; técnicas preliminares para atividade de higienização e conservação documental; procedimentos técnicos para higienização documental; atividades in loco de higienização de documentos; técnicas de higienização; acondicionamento, entre outros tópicos.
Conforme Vera Lúcia, durante o curso, os alunos vão aprender a manusear documentos, especialmente os antigos, sem danificá-los. “Quando sabemos manusear corretamente os documentos, eles têm maior durabilidade. O pessoal de História e de Secretarias de Estado procuram muito esse curso”, informou a instrutora. Logo no início da aula, ela explicou como é feita a desinfestação dos documentos, a produção de polpa de celulose para restauração, como funciona a máquina de obturação de papel e armazenagem especial.
Um dos alunos é Éden Vieira, Mestre em História e servidor do Arquivo Público de Sergipe. “É a primeira vez que faço esse tipo de curso, que foi indicado por uma colega. Como desenvolvo minhas atividades no Arquivo Público, esse curso vai auxiliar no meu trabalho. A maior parte da documentação de lá é do século XIX, mas também temos alguns documentos do século XVII. São documentos frágeis, que precisamos ter o maior cuidado no manuseio”, informou.
Outra aluna, Joelza Santos, é servidora do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), lotada na 7ª Vara Criminal. “Eu tive conhecimento do curso através do site do Tribunal. Meu interesse surgiu porque sou formada em Pedagogia e quando estava fazendo o Mestrado trabalhei a memória de ex-alunos do Colégio Aplicação. Nessa época, acabei me interessando por documentos de arquivos e quando o Tribunal ofertou esse curso quis ampliar meus conhecimentos sobre preservação e manuseio desse material”, salientou Joelza.




