Neste Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, 28/07, foi realizada uma live sobre o tema no Instagram do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (@nupemectjse). A convidada foi a médica Gilmara Batista, Presidente da Sociedade Sergipana de Infectologia, que conversou sobre prevenção às hepatites virais com a Juíza Maria Luiza Foz Mendonça, Coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc).
“Para esta live fui estudar o tema e fiquei surpresa ao descobrir a quantidade de tipos de hepatite. Queremos sua ajuda para sabermos melhor como nos prevenir”, disse a magistrada no início da live. “O alfabeto da hepatite vai de A a E. Cada tipo com seus sintomas e modo de tratar. As hepatites B e C são as que cronificam, mas têm tratamento e cura”, explicou a médica. A hepatite é uma doença silenciosa em mais de 70% dos casos, por isso, a importância dos exames para diagnóstico.
Segundo Gilmara, a hepatite A é a mais prevalente. “Mais de 80% da população já teve contato com o vírus da hepatite A, que está muito relacionado a alimentos e água contaminados. Isso tem muito a ver com a falta de saneamento básico, que, infelizmente, é algo muito falho no nosso país. A icterícia, que é o amarelo dos olhos e pele, é o sintoma mais prevalente. Mas como há casos assintomáticos, a gente só descobre fazendo a sorologia”, explicou a médica. A vacinação contra hepatite A está disponível no programa nacional de imunização para crianças acima dos 2 anos.
“Em relação à hepatite C, o tratamento pode durar de oito a 24 semanas. Mais de 90% dos pacientes serão curados. A outra hepatite que a gente precisa falar, que é pouco divulgada, é a D. Para adquirir a hepatite D, em algum momento você deve ter tido contado com a hepatite B. Elas têm algumas características semelhantes, mas a gente encontra a hepatite D com mais prevalência na região Norte do país”, esclareceu a infectologista.
Ainda conforme a médica, o serviço de hepatologia é referenciado, por ser de alto custo. Em Sergipe, funciona no Hospital Universitário, em Aracaju, e é porta aberta, ou seja, qualquer pessoa pode procurar atendimento no local. Recebe os pacientes às quartas-feiras, com acolhimento da enfermagem, avaliação médica e acesso à medicação, que é totalmente disponível pela rede pública de saúde.
Outras informações sobre as hepatites virais podem ser vistas na live, clicando aqui.