Sexta, 02 Mai 2003 13:21

Instalada 2ª Vara Cível na Comarca de Estância

Foi instalada na tarde do dia 02 de maio a 2ª Vara Cível da Comarca de Estância.A sessão solene de instalação da nova Vara Cível foi realizada no Fórum Ministro Heitor de Souza e presidida pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, desembargador Pascoal Nabuco com a presença do vice-presidente do TJ, Roberto Porto, da Corregedora-Geral, Josefa Paixão, da vice-governadora, Marilia Mandarino, da conselheira do Tribunal de Contas, Isabel Nabuco, do prefeito de Estância, Gevane Bento, do reitor da Unit, Joubert Uchoa, juízes, promotores, vereadores e demais autoridades.

Valter Ribeiro, juiz titular da 1ª Vara Cível, vai responder também pela 2ª Vara até a designação do juiz titular, pelo TJ. Depois do descerramento da placa que marcou a instalação da 2ª Vara, foi efetuada a benção litúrgica e a abertura da sessão solene com o hino de Sergipe cantado pelo coral do TJ, Ministro Luis Carlos de Alencar.

Falando em nome da OAB, o presidente da entidade em Estância, Everaldo Carvalho Silva destacou que a instalação da 2ª Vara Cível era uma reivindicação antiga da comunidade. Agradeço a todos os que fazem o Poder Judiciário pela instalação desta Vara que será muito útil para nosso povo, revelou.

O juiz Valter Ribeiro, que é o diretor do Fórum Ministro Heitor de Souza fez um breve histórico do Fórum de Estância, inaugurado em 1835, ressaltando que desde 1996 encontra-se trabalhando naquela comarca. Essa Vara irá desafogar e melhorar a prestação de serviços à comunidade estanciana, disse fazendo um agradecimento especial a toda Mesa Diretora do TJ.

Caixa-preta  Depois de destacar a importância da nova Vara Cível na comarca de Estância e os laços de afetividade que tem com o município e seu povo, o desembargador Pascoal Nabuco lamentou que o Poder tenha sido nos últimos tempos alvo de criticas e até acusações grosseiras como foi a declaração infeliz do presidente da República sobre a indefinida caixa-preta do Poder Judiciário. Se essa caixa-preta existisse e fosse aberta, seria verificado que as mazelas do Poder Judiciário decorrem da incúria do Poder Executivo, ressaltou.

O presidente do TJ frisou também que os tribunais estão cheios de ações e recursos que o Poder Executivo se nega a cumprir os contratos, respeitar as leis e os direitos adquiridos, frisou acrescentando que também seria verificado que o Poder Judiciário carece de material humano e equipamentos porque o Poder Executivo lhe nega os recursos que são devidos.

Pascoal destacou também que a criminalidade aumenta a cada dia devido à incúria do Poder Executivo no atendimento as necessidades mais prementes da povo. Que são a educação, a saúde, a habitação e o emprego, revelou.