Quinta, 12 Março 2020 13:43

165 anos de Aracaju: Memorial do Judiciário inicia programação comemorativa

Com o intuito de homenagear o aniversário de 165 anos de Aracaju, a ser celebrado no próximo dia 17 de março, o Memorial do Judiciário preparou uma programação com atividades nos dias 12 e 13 de março. Nesta quinta-feira, a programação foi aberta com uma oficina de História em Quadrinhos com o tema "Celebrando 17 de março", com a Profa. Dra. Valéria Bari e participação de Magna Nogueira.

Em seguida, foi exibido um documentário intitulado ‘Chica Chaves’, lançado em 2015 e produzido pelo professor Sérgio Borges, o qual conta a história do Bairro Industrial, seu processo de transformação e importância no resgate da trajetória e nascimento da ocupação territorial nas proximidades do Centro de Aracaju, por operários da antiga fábrica Confiança. A produção de 15 minutos mostra os aspectos históricos, arquitetônicos, culturais, desportivos e as peculiaridades do bairro relacionando-o ao contexto descrito na obra literária ‘Os Corumbas’, de Amando Fontes.

“Aracaju surgiu como uma cidade dividida, segregada e o Bairro Industrial é o maior exemplo disso, um bairro ocupado por pessoas pobres, trabalhadores das fábricas, os afrodescendentes e descendentes de indígenas. Ao final do século XIX, com a chegada das fábricas, esse bairro passou a ser uma área populacional, principalmente, de pessoas que vinham do interior de Sergipe. Nós relacionamos o documentário ao romance ‘Os Corumbas’, do Amando Fontes, que é uma referência com relação à cidade. Nosso objetivo é homenagear esse pequeno canto da cidade de Aracaju, que é um bairro proletário, boêmio e que a sua importância na história de Aracaju”, relatou o produtor Sérgio Borges.

Foi realizada, ainda, a abertura da exposição fotográfica "Augusto Gentil e seu olhar sobre Aracaju", com imagens atuais de inúmeras localidades da capital sergipana. De acordo com o filho do autor das fotografias expostas, a família orgulha-se em homenagear Aracaju por meio do trabalho do seu pai.

“Essa exposição é resultado de um legado deixado por meu pai, que retrata a cidade pela qual ele era apaixonado. Ele gostava muito de fazer fotos de Aracaju, de seus monumentos, suas paisagens, tinha uma visão muito peculiar, artística e ver essas pessoas, essas crianças conhecendo o trabalho dele, suas fotografias nos deixa muito feliz. Às vezes, passamos pela cidade, por suas localidades e não costumamos olhá-la e essa exposição pode suprir esse olhar mais atento, mais apurado das nossas belezas”, explicou Fred Gentil.

A programação foi acompanhada por 26 alunos do 6º ano do Instituto Educacional Menino Jesus. A auxiliar de coordenadoria pedagógica, Priscilla Bezerra, destacou a relevância dos conhecimentos aprendidos pelos alunos durante a visita ao Memorial do Judiciário.

“É muito importante conhecer a história da nossa cidade, apresentar para essa geração a sua história, o conhecimento sobre o nosso passado, nossos antepassados, a nossa cidade com seus pontos turísticos. Acreditamos que essa é uma enorme contribuição para todos os nossos alunos, por isso incentivamos que eles tenham acesso e que visitem espaços como o Memorial, o qual proporciona esse conhecimento sobre a nossa cidade e outros assuntos relevantes”, ressaltou Priscilla.

Amanhã, dia 13, a programação continua com um passeio pelo centro histórico da capital e com uma exposição de cartões postais.

“Pensamos em celebrar o 17 de março, por meio de oficinas e exposições, além da exibição de documentários para revisitar a história da cidade, os 165 anos de Aracaju.  A exposição fotográfica é contemporânea e traz o olhar de um artista sob a ótica dele, um olhar cosmopolita, moderno. Temos também uma outra mostra de Aracaju do século XIX, início do XX, que é uma exposição de cartões postais. Buscamos, com isso, promover esse diálogo com os estudantes, mostrar que a cidade mudou na ordem espacial, na sua arquitetura ao longo desse tempo e promover discussões e debates, uma vez que é esse o papel do Memorial, gerar conhecimento através dessas leituras”, ressaltou a Diretora do Memorial do Judiciário, Sayonara Viana.

Informações adicionais

  • Fotografias: Bruno Cu00e9sar/ Dircom TJSE