Quinta, 12 Dezembro 2019 11:13

Memorial do Judiciário realiza quarta edição da Oficina de Paleografia

A Oficina de Paleografia, realizada no Memorial do Judiciário, nesta quinta-feira, 12/12, faz parte do Projeto Editando Fontes Histórias, iniciado no mês de julho. Trata-se da quarta edição das oficinas, nas quais estão sendo trabalhados documentos históricos relacionados à Independência de Sergipe, evento que em julho de 2020 completará 200 anos.

O Professor Mestre em História, Wanderlei Menezes, apresentou a palestra “Paleografando: leitura e transcrição de manuscritos”. Foram expostos aos participantes documentos datados de 1821, dentre os quais uma das primeiras comunicações de Carlos César Bulamarqui, enquanto governador de Sergipe, primeiro da Província Sergipe del Rey, destinadas a Portugal, ao Conde dos Arcos.

“Nas primeiras oficinas nós ensinamos um pouco acerca da paleografia, o que é, como se faz uma transcrição paleográfica; tivemos outras oficinas, nas quais foram trabalhados documentos nesse período de 1820 a 1823, que é o período da Independência de Sergipe; e hoje, basicamente estamos trabalhando com a documentação relativa a Carlos César Bulamarqui, primeiro governador e um personagem muito importante para entender o processo de Independência de Sergipe”, explicou o professor.

O Projeto Fontes Históricas busca reunir diversos profissionais em campos como a música, a arquivologia, a história, a museologia e outras áreas que dialogam com a temática da Independência, ocorrida no início do século XIX. Haverá ainda a publicação da Revista do Memorial do Judiciário que reunirá artigos que foram produzidos a partir dos estudos realizados nas oficinas e que se referem ao bicentenário de Sergipe.

“Todos os meses, desde o mês de julho, nós temos um encontro desse grupo de estudo para trabalhar a temática da Independência de Sergipe. As oficinas possibilitam que os participantes tenham um acesso mais fácil à documentação judiciária e histórica datada do século XIX e façam a leitura e a transcrição desses documentos. Eles também poderão produzir artigos científicos que serão incluídos da Revista do Memorial, os quais, segundo o edital já lançado, devem ser enviados até o dia 13 de janeiro”, informou a Diretora do Memorial Sayonara Viana.

O professor do curso de Direito da Universidade Tiradentes, Eduardo Macedo, que também é membro da Academia Sergipana de Letras, participou de todas as edições das oficinas e falou sobre a importância do conhecimento proporcionado pelo Poder Judiciário, através do Projeto Fontes Históricas.

“Ninguém avança sem conhecer a própria história, então, o Tribunal de Justiça e o Memorial estão de parabéns por trazerem essas oficinas que propiciam à sociedade sergipana conhecer um pouco da sua história. Na condição de professor, principalmente de Direito Eleitoral e Constitucional, me sinto na obrigação de integrar essas oficinas porque posso levar conhecimentos para a sala de aula e compartilhar esse aprendizado da história com meus alunos”, destacou o professor.

Após a oficina ocorreu no Memorial a apresentação da harpista Thaís Rabelo, que também realiza um trabalho de pesquisa para o doutorado sobre a música no século XIX.

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  • Fotografias: Bruno Cu00e9sar/ Dircom TJSE