O I Simpósio de Estudos e Pesquisas em Independência de Sergipe e Brasil foi promovido pelo Arquivo Judiciário em comemoração aos 35 anos de criação da instituição e também para celebrar o bicentenário da Emancipação Política de Sergipe. A proposta foi reunir diversos pesquisadores e estudantes universitários acerca da temática nesta quarta-feira, dia 04.
“Esse Simpósio surgiu da comemoração dos 35 anos, mas já iniciando um estudo da Independência do Brasil e de Sergipe, especificamente de Sergipe, que comemora seu bicentenário em 2020, quando ainda Sergipe Del Rei foi efetivamente considerada independente da Bahia. É um evento que para historiadores e estudantes tem grande relevância, inclusive, recebemos do Memojus, que é um grupo de Memoriais e de Arquivos de todo o país, um importante feedback. Outro destaque é o acervo que o Arquivo Judiciário dispõe, reconhecido por historiadores pela riqueza de materiais e também pela agilidade no atendimento das demandas e organização”, enfatizou a Diretora do Arquivo, Mônica Porto.
O evento contou com uma mesa redonda, na qual os pesquisadores, entre mestres e doutores em História de Sergipe discorreram, não somente sobre a independência de Sergipe e do Brasil, mas também sobre particularidades da cultura, personalidades e da história sergipana.
O Professor Mestre Wanderlei Menezes trouxe os aspectos da vida de Carlos César Burlamaqui, que foi o primeiro governador de Sergipe. "O bicentenário de Sergipe está sendo pensado por diversas instituições, dentre as quais o Arquivo Judiciário e com esse intuito foi idealizado esse primeiro Simpósio. Fui convidado para falar de um personagem específico, muito falado, mas pouco conhecido, que é Carlos César Burlamaqui; nome de avenida em Aracaju, primeiro governador em Sergipe, nomeado em 1920, um personagem muito emblemático. Estudei a sua trajetória de vida e passagem dele por Sergipe a qual foi marcada principalmente por sua prisão pelas tropas baianas. Ele ainda escreveu o livro ‘Memórias Históricas’ sobre os fatos ocorridos aqui em Sergipe", ressaltou durante a palestra.
Outra exposição detalhou o significado dos nomes dos municípios de Sergipe, exposta pelo Professor Doutor Cezar Alexandre Neri Santos. “Fazemos um estudo, desde a dissertação de mestrado acerca dos nomes de municípios em Sergipe, o que significam e em quais línguas estão, o que chamamos de estudos em Toponímia. Especialmente, pensando nos 75 nomes dos municípios sergipanos, fica muito clara a presença de uma homenagem católica, à figura de Maria, especificamente, com quase 10 nomes de cidades; há também a presença de nomes de origem indígenas, notadamente, tupi e nomes de origem africana, mesmo que mínima, em comparação à origem tupi. Buscamos, nesses estudos, desvendar o que é fantasia e o que não é com relação às versões que são dadas para as origens desses nomes”, abordou o palestrante.
O Simpósio ainda contou com as relevantes participações dos Professores Doutores Anderson Pereira dos Santos e Luís Siqueira, os quais discorreram especificamente sobre a Emancipação Política de Sergipe.