Com o tema “Valorização das mulheres no âmbito institucional”, a palestra realizada no Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) foi uma ação do Comitê de Equidade de Gênero (Comege). O evento ocorreu nesta segunda-feira, dia 04 e contou com a Professora Doutora da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Andréa Depieri Reginato, como palestrante.
“Esta palestra é para pensar o lugar e o papel das mulheres no âmbito institucional e para fazermos isso de uma forma correta será trabalhado gênero, que é um conceito importante nas Ciências Sociais, uma vez que gênero é um marcado social da diferença e um termo muito bombardeado nas redes sociais. Há muitos equívocos sobre o que é, afinal de contas, gênero e que tipo de consequência essa reflexão teórica implica. Então, nós vamos ajudar a qualificar o debate no Tribunal de Justiça, para que a instituição possa avançar neste tema”, explicou a palestrante Andréa Depieri.
O Comitê de Equidade de Gênero, que é presidido pela Corregedora Geral da Justiça, Desa. Elvira Maria de Almeida Silva, foi instituído pela Portaria 418/ 2019. A finalidade é discutir e impulsionar medidas que visem a fomentar o respeito às diferenças, promovendo a equidade como forma de valorizar a diversidade de gênero no ambiente de trabalho.
A Juíza Maria Angélica França e Souza, que é membro do Comege representando a Associação de Magistrado de Sergipe (Amase), falou da atuação do Comitê no destaque da mulher nos diversos setores da sociedade, em especial no Poder Judiciário.
“Esse Comitê foi instituído para mostrar e destacar atuação da mulher na sociedade, mas também e especialmente, para assegurar a igualdade de oportunidades e a equidade de gênero na seara funcional. Nós também queremos trazer o homem a esta discussão para, junto à mulher, rompermos esse paradigma de ideologia de gênero que tem sido implantada de forma errônea em nossa sociedade”, refletiu a magistrada.
A palestra foi destinada para magistrados do Poder Judiciário sergipano como uma forma de consolidar a equidade de gênero na cultura organizacional, em todos os procedimentos, ações ou atividades do Tribunal de Justiça.
Eu entendo que é extremamente importante para nós juízes discutirmos equidade, uma vez que não há Justiça sem equidade, não há Justiça sem trabalharmos com isonomia, com uma perspectiva de gênero e o Tribunal de Justiça está de parabéns ao trazer esse tema. Nós vivemos em um país em que há um machismo estrutural e é salutar que reflitamos sobre o tema, a fim de que não reproduzamos como magistrados, como pais, como maridos, como amigos esse machismo estrutural”, ressaltou o Juiz da Comarca de Lagarto, Edinaldo César Jr.