Na Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) foi apresentado, na manhã de ontem, 05/09, o projeto arquitetônico da Casa da Mulher Brasileira, elaborado para a apresentação do Trabalho de Conclusão do Curso, em dezembro de 2018, pela engenheira civil e arquiteta Acácia Regina Resende Setton.
“Foi uma demanda da Secretaria de Inclusão, Assistência Social e Trabalho e da Vice-governadora do Estado essa apresentação do trabalho acadêmico da arquiteta Acácia Regina para que tivéssemos uma ideia, uma perspectiva da Casa dentro do terreno de 6 mil metros quadrados que já foi doado para a construção da Casa da Mulher Brasileira. O Projeto apresentado é muito sensível e acolhedor. Estamos felizes porque o Estado de Sergipe está empenhado em assumir a sua responsabilidade, como gestor do serviço”, disse Rosa Geane Nascimento, Juíza Coordenadora da Mulher do TJSE
Segundo ela, o TJSE começou a articulação para implantação da Casa da Mulher Brasileira porque acredita na necessidade do serviço para a redução da violência doméstica e familiar contra a mulher em Sergipe e na força da somação de esforços de todos. “Se cada um fizer sua parte, a implantação acontece”, reforçou a magistrada, destacando o trabalho de articulação promovido tanto pela Coordenadoria da Mulher do TJSE, quanto pela Secretaria da Inclusão, Assistência Social e do Trabalho.
“O convênio anterior entre os órgãos federais e estaduais havia expirado, então iniciamos a articulação para a criação da Casa da Mulher em Sergipe. Fomos à Brasília no mês de agosto e estivemos em todos os gabinetes dos parlamentares federais sergipanos, que se comprometeram com a destinação de emendas de bancadas para a implantação da Casa da Mulher Brasileira em Sergipe”, informou Rosa Geane.
Ainda este mês, a secretária Lêda Lúcia Couto irá à Brasília para a apresentar o portfólio de ações e projetos, dentre eles o da Casa aos deputados e senadores. “Ela disse que reforçará o pedido de emendas parlamentares destinadas à construção dessa Casa. Além disso, há previsão de uma reunião no Tribunal de Justiça, ainda no mês de setembro, com a bancada sergipana e os órgãos que integrarão a Casa para que o compromisso de destinação das emendas seja efetivamente firmado. Agradeço o esforço e o empenho de todos para essa causa tão importante”, concluiu a Coordenadora da Mulher.
O projeto foi apresentado pela própria arquiteta que o idealizou. Ela destacou, durante a exposição, que a preocupação na projeção da Casa teve como foco o acolhimento da mulher vítima de violência doméstica e familiar. Na Casa da Mulher Brasileira estarão previstos diversos serviços especializados, como: acolhimento e triagem, apoio psicossocial e de saúde, delegacia, Juizado de Violência Doméstica, Ministério Público, Defensoria Pública, promoção da autonomia econômica e cuidados para os filhos.
“Foi um trabalho para fins acadêmicos, para uma conclusão de curso, fruto de um estudo de um ano de pesquisa, mas que eu pensei que ficaria somente na banca de avaliação. Entretanto, gratamente, percebo que existe uma intenção, pessoas engajadas em fazer esse projeto se tornar realidade. O meu primeiro contato com a questão do acolhimento da mulher foi quando eu trabalhava no Estado, quando eu tive conhecimento que existia um projeto para o acolhimento da mulher vítima de violência e, desde então, a questão social permeou meu trabalho. Tive a oportunidade de apresentar esse projeto já a Vice-governadora Eliane Aquino e a perspectiva é que realmente seja concretizado”, evidenciou a arquiteta Acácia Regina.