Quarta, 03 Julho 2019 16:53

Workshop de atualização para mediadores e conciliadores é realizado no Bessa

Saber como identificar e se comportar diante de pessoas com transtornos mentais durante as audiências foi o objetivo de um workshop realizado na tarde desta quarta-feira, 03/07, no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), localizado no Fórum Gumersindo Bessa. Ministrado pela psicóloga Márcia Loredo, o workshop teve como público-alvo mediadores e conciliadores do quadro do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE).

“Percebemos que alguns estão lotados em Varas de Família, outros em Varas Cíveis comuns. Então, surgiu essa necessidade de nivelamento e de trocarmos experiências. Neste primeiro momento, estamos falando sobre doenças mentais, algo que muitas vezes nos deparamos em sala de audiência. Temos que saber até onde podemos ir com as técnicas de mediação e conciliação e como enfrentar essas situações”, explicou a Juíza Maria Luiza Foz Mendonça, Coordenadora do Cejusc.

Conforme a psicóloga, o número de pessoas com transtornos mentais é crescente e nem sempre é fácil identificá-las. “A sociedade está adoecendo e este é um local onde há muitos conflitos. As pessoas, geralmente, não vêm tranquilas. Vêm com problemas psicológicos ou emocionais. É muito interessante que esses profissionais tenham um conhecimento acerca dessa problemática. Que eles saibam identificar e, principalmente, saibam se portar diante desse quadro que o jurisdicionado venha a trazer”, alertou a psicóloga.

Mesmo sendo um assunto muito complexo, ela disse que há técnicas para que determinados transtornos mentais sejam identificados. “Vai caber ao mediador e ao conciliador ter a sensibilidade de, no decorrer da audiência, procurar sinais que identifiquem algum transtorno na fala ou comportamento da pessoa. E também não se assustar com isso. Ele deve procurar acolher e entender o que acontece para que a pessoa se sinta à vontade e a audiência seja conduzida de uma forma mais tranquila”, orientou Márcia.

A servidora Marcela Salmeron de Melo, que é conciliadora do Cejusc e mediadora em formação, contou que já presenciou pessoas com transtornos mentais em audiência e aprovou a inciativa do workshop. “A gente vê muitos casos aqui, principalmente de depressão. Como somos da área do Direito é um pouco complicado detectarmos. Por isso, eu acredito que o curso vai nos ajudar. É muito importante que o Tribunal sempre nos mantenha atualizados”, ressaltou Marcela.