O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) realiza o Projeto Arte no Cejusc. Através de uma parceria com a Associação dos Artistas Plásticos de Sergipe (Aaplasa), as instalações do Centro Judiciário estão recebendo 74 obras de artes de diversos artistas sergipanos, sob a curadoria do artista Chiko Só.
O Cejusc é o setor do TJSE especializado na promoção de métodos consensuais de soluções de conflitos. No local são realizadas mais de 90 audiências por dia, recebendo até 500 pessoas diariamente. O objetivo do projeto é trazer ainda mais cidadania ao ambiente do Judiciário e incentivar a pacificação social, através da conciliação, além de oportunizar aos jurisdicionados o acesso à cultura sergipana.
“Nós trazemos com este projeto um ambiente mais acolhedor e com mais sensibilidade ao Judiciário, retiramos a carga de estar na Justiça. As pessoas chegam aqui já veem um ambiente diferenciado, o que pode auxiliar de uma forma indireta, na sensibilidade delas para a pacificação social, numa possível condução para uma conciliação”, avaliou a Juíza Coordenadora do Cejusc, Maria Luíza Mendonça.
O advogado Christian Porto Cardoso, que participou de uma audiência no Cejusc, avaliou a iniciativa como importante para trazer mais humanização aos espaços do Poder Judiciário.
“Obviamente é muito melhor do que ficarmos aqui aguardando a audiência olhando para paredes brancas, além disso, durante as audiências pode acontecer de alguém se exaltar ou ficar um pouco frustrado e um ambiente ser mais acolhedor ajuda a amenizar os ânimos mais exaltados. Gostaria, inclusive, de conhecer um pouco mais sobre os artistas e, de repente, termos essas artes não somente nas salas do Cejusc, mas em outros locais do Tribunal”, ponderou Christian.
De acordo com a Juíza Coordenadora Maria Luíza Mendonça, o Projeto Arte no Cejusc tem caráter permanente e a intenção é também trazer outras expressões artísticas para o ambiente do Centro Judiciário.
“Nós estamos prestigiando a prata da casa, oportunizando que as pessoas também conheçam as obras de artes e, caso queiram, possam adquiri-las. Estamos abertos a outras manifestações artísticas e já temos, inclusive, fotógrafos querendo expor aqui no Cejusc”, acrescentou a magistrada.




