O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) escolheu o Projeto de Orientação para Aposentadoria (Propa), desenvolvido pelo Centro Médico do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), para ser apresentado em um evento sobre Gestão de Pessoas do Poder Judiciário, a ser realizado no mês de junho. O Propa existe desde 2011 e tem como objetivo orientar os servidores à aposentadoria e prepará-los para novos planos.
O Propa baseia-se em vivências e palestras sobre temáticas escolhidas pelos participantes, com orçamento, construção de novos projetos e dinâmica familiar. Coordenado pelas psicólogas Sheilla Oliveira e Carina Andrade, e pela assistente social Maria Edivaní Panta, o projeto oferece uma oportunidade para identificar alternativas de atividades pós-aposentadoria; partilhar com os colegas medos, ansiedades, sonhos e aspirações; e obter informações adequadas sobre a aposentadoria.
"Mesmo sendo uma etapa natural do desenvolvimento, na maioria das vezes aposentar-se é sinônimo de adoecimento biopsicosocial, pois a aposentadoria é confundida por muitos com o processo do envelhecimento, que, por sua vez, pode ser assustador. Estamos diante de um tema multidimensional, ambivalente, que contem contradições e diversidades. Nem toda a velhice é aposentada e nem todo aposentado é velho", ressaltou Sheilla Tatiana Costa de Oliveira, Chefe da Divisão de Atendimento Psicossocial do Centro Médico do TJSE e idealizadora do Propa.
Para a psicóloga Carina Andrade, que vai apresentar o Propa no evento do CNJ, a aposentadoria é um momento de grade mudança. “O servidor vai sair do seu ambiente de trabalho, da rotina diária de muitos anos, para desfrutar de um outro momento. Mas o novo causa medo e algumas pessoas sofrem com indecisões e inseguranças. Então, tentamos trabalhar com eles mostrando que há vida está além do trabalho, preparando-os para que consigam fazer novos planos”, explicou Carina.
“Com esse projeto, o Tribunal contempla os servidores que estão próximos à aposentadoria, oferecendo um olhar especial e oportunizando que eles se preparem para esse momento tão esperado. É também uma forma de o servidor se dedicar mais à relação com a família, pois terá mais tempo para si e para os outros”, comentou a assistente social Edivaní Panta.




