A Juíza Coordenadora da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), Rosa Geane Nascimento, realizou nesta segunda-feira, dia 25, uma série de visitas, a fim de atender demandas da infância e juventude.
A primeira visita foi à Secretaria Municipal de Assistência Social de Aracaju, na qual foi recepcionada pelo Secretário Antônio Bittencourt. A Juíza da Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) abordou a necessidade de criação de uma unidade de acolhimento que atenda aos adolescentes egressos das unidades socioeducativas que estão com os vínculos familiares rompidos.
“Estamos aqui para tratar de uma casa para receber o adolescente egresso que praticou ato infracional e está com os vínculos rompidos com a família. É um trabalho preventivo de suporte a esses adolescentes que precisam ter uma vida equilibrada, inclusiva, com um olhar diferenciado, sem qualquer preconceito. Se recuperarmos um adolescente que seja, já estamos fazendo muita diferença”, enalteceu Rosa Geane Nascimento.
Durante a reunião ficou definido o agendamento de um novo encontro com a participação das equipes técnicas de ambos as instituições – CIJ e Secretaria e, assim, viabilizar a construção paulatina de uma alternativa para a situação evidenciada pela Juíza Coordenadora da Infância.
“O Tribunal de Justiça e a Secretaria de Assistência Social tem uma responsabilidade muito grande com os temas de que trata, em especial, essa temática criança e adolescente. Temos um entendimento de parceira com as questões trazidas pela Juíza Rosa Geane, e precisamos interagir mutualmente, somar experiências para encontramos alternativas. Nossas equipes técnicas muito em breve se reunirão para dar andamento às questões que foram aqui colocadas”, ponderou o Secretário Antônio Bittencourt.
De acordo com a Magistrada, existe uma decisão da 16ª Vara Cível com trânsito em julgado, já em fase de execução (processo nº 201711600831), com fito de atender essa demanda de suporte ao jovem egresso.
“Nós tivemos uma excelente reunião com o Secretário e esperamos que o problema seja resolvido o mais rápido possível, porque se trata de uma deficiência na rede de proteção, uma ausência, um problema que nós precisamos solucionar”, avaliou a Juíza Coordenadora.