Sexta, 26 Outubro 2018 07:15

Justiça Restaurativa: curso para rede de atendimento à criança é realizado em Estância

A 2ª Vara Cível da Comarca de Estância, em parceria com a Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) e Escola Judicial de Sergipe (Ejuse), realizou, entre os dias 17 e 19 de outubro, mais uma etapa do Curso de Círculos de Justiça Restaurativa e de Construção de Paz. Foram capacitadas 25 pessoas, entre colaboradores do sistema de justiça e da rede socioassistencial do município.

Conforme a Juíza Coordenadora da CIJ, Iracy Mangueira, o curso contribuirá para a difusão das práticas restaurativas na Comarca, onde já é desenvolvido o Projeto Viver em Paz é Possível, coordenado pela Juíza Tatiany Albuquerque. A difusão das práticas restaurativas é parte de um dos macrodesafios do TJSE, intitulado ‘Adoção de soluções alternativas de solução de conflitos’, atendendo às disposições da Resolução 255/2016 do Conselho Nacional de Justiça.

“Esse curso foi um momento único, transformador, onde aprendemos a importância de ouvir e se colocar no lugar do outro, trabalhando a empatia e deixando de julgar as pessoas antes de saber o que elas já viveram e o que têm a falar”, enfatizou Daniele Souto, Secretária de Assistência Social de Estância. Para a psicopedagoga Rosana Barreto, servidora da mesma pasta, “o curso ampliou as possibilidades de solução de conflitos para além da judicialização”.

O Conselheiro Tutelar de Estância, Valdir Júnior, também disse que o diálogo ainda é a melhor maneira para resolver um litígio. “No dia a dia do meu trabalho, percebo que falta diálogo em muitas famílias. Este curso traz a oportunidade de as pessoas exporem suas maneiras de viver, ideias, vontades e medos”, opinou. Já Juliana Leite, que trabalha no Centro de Atenção Psicossocial de Estância, disse que “a Justiça Restaurativa pensa no coletivo”.

Dois estagiários da Comarca também tiveram a oportunidade de participação no curso. “Esse curso foi, para mim, uma experiência única e extremamente compensadora porque me trouxe uma nova visão a respeito dos conflitos, não só no âmbito judicial, mas também nas minhas relações interpessoais”, revelou Josué Ronaldo Alves Moreira. Para a estudante de Direito Paula Regina, estagiária da 2ª Vara Cível de Estância, “o processo de construção da paz vai agregar muito na sociedade e também na nossa vida pessoal”.

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  • Fotografias: CIJ