O Juízo da Comarca de Pacatuba, em parceria com a Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) e a Escola Judicial de Sergipe (Ejuse), realizou, entre os dias 10 e 14/09, capacitação em Justiça Restaurativa para representantes da Rede de Proteção à Infância e Juventude que atuam em municípios do nordeste do Estado, a exemplo dos CRAS, CREAS, Conselhos Tutelares e servidores do Judiciário.
Segundo a servidora do TJSE e uma das facilitadoras do curso, Michele Cunha, o objetivo é multiplicar o conhecimento para os membros da rede de proteção dos municípios de Brejo Grande, Pacatuba, Cedro, Propriá e Ilha das Flores, visando uma formação nas técnicas restaurativas. “A intenção é buscar um trabalho preventivo, em que a comunidade e as partes envolvidas em conflitos percebam que é possível sentar, dialogar e resolver as questões. É uma forma de empoderar as pessoas no sentido de que elas possam traçar novos planos para as suas vidas, superando a realidade de violência e conflitos. E a rede, com os representantes capacitados, contribuirá para que a Justiça Restaurativa ajude as comunidades”, constatou a servidora.
Fábia Batista, Assistente Social do CREAS de Pacatuba, afirmou que participar do curso representa a possibilidade de aprimoramento da sua prática profissional. “Faz com que percebamos que é possível atuar nos conflitos utilizando as partes envolvidas como meio de resolução e entendimento”.
O servidor da comarca de Propriá, Beneildo Nunes, explicou que a proposta do curso é muito interessante. “É algo novo para mim, mas ao conhecer me identifiquei com a metodologia. É uma forma alternativa de resolução de problemas sociais, familiares, que visam atacar a raiz dos problemas. Após a capacitação espero agregar valor profissional e pessoal na minha atuação”, ponderou.
Cláudia Valéria Oliveira, do CREAS de Brejo Grande, agradeceu a oportunidade de participar da capacitação. “A partir de agora, pretendo cada vez mais me aperfeiçoar nas técnicas da Justiça Restaurativa”.




