Foi aberta na noite de ontem, 01/03, no Memorial do Judiciário, a exposição ‘Memórias Visuais de Marly Freitas’. Fantasmas e sombrinhas compõem telas e painéis que estão expostos em vários ambientes do prédio. Nascida em Pernambuco, Francisca Freitas Santos, a Marly, viveu em Aracaju, onde foi funcionária da Assembleia Legislativa de Sergipe e participou de inúmeros cursos, oficinas e exposições de artes plásticas. Faleceu no dia 10 de abril de 2017, deixando mais de 200 obras de diversos estilos.
Conforme a diretora do Memorial do Judiciário, Juliana Barretto, esta é a terceira exposição do ano no local. “A exposição das obras de Marly é uma prévia do memorial que será criado na fazenda da família dela. Lançamos aqui o que o público poderá ver lá posteriormente. Uma das funções do Memorial é propagar a identidade do povo sergipano, permitindo que a sociedade conheça os seus artistas”, destacou Juliana.
A abertura da exposição também foi prestigiada por familiares de Marly, entre eles um dos filhos, Francisco Freitas. “Os artistas escolhem coisas para tematizar suas obras e o guarda-chuva representou para ela, talvez, uma proteção, um amuleto”, ressaltou Francisco. No evento, ele tocou sax juntamente com os instrumentistas, André Lessa (vocal), Pedro Xavier (percussão), Vinícius Cardoso (contrabaixo) e Sérgio Dias (piano).
Integrantes do grupo Encontro de Mulheres Amigas (EMA), do qual Marly fazia parte, fizeram questão de conferir as obras. “Estou apaixonada e surpresa. Sabíamos que ela pintava, mas não com esse expressionismo tão grande. Era uma grande artista e acho que isso vinha de dentro. Marly era uma pessoa muito meiga, boa e alegre, faz muita falta para nós”, contou Joselte Azevedo Nunes, amiga de Marly por mais de 50 anos.
Para Chiko Só, curador da exposição, o Memorial tem dado um incentivo primordial à arte. “Houve um rompimento social daquele medo que as pessoas tinham da Justiça, algo que parecia distante e hoje está próximo do público”, opinou Chiko. O Memorial do Judiciário fica na Praça Olímpio Campos, 417, Centro de Aracaju. O acesso à exposição é gratuito. Escolas e grupos podem agendar visitas através do telefone 3226-3488.