Quarta, 22 Novembro 2017 16:36

TJSE participa de evento que definiu metas para 2018

As metas que devem ser cumpridas pelos Tribunais no próximo ano foram apresentadas pela Presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ministra Cármen Lúcia, na terça-feira, 21/11. Conforme a Presidente do CNJ, “o Judiciário é um só no Brasil; não temos vários Poderes Judiciários”. O Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), Desembargador Cezário Siqueira Neto, participou do XI Encontro Nacional do Poder Judiciário, em Brasília, e destacou que a elaboração das metas foi marcada por um processo participativo.

“Tivemos, inclusive, a participação da população através de consultas públicas realizadas pelo próprio CNJ. No caso do TJSE, além das reuniões de metas realizadas mensalmente, também promovemos uma consulta pública com a participação de servidores e magistrados, que avaliaram e propuseram sugestões relativas às metas nacionais. Todas as informações foram consolidadas e encaminhadas ao CNJ. Para 2018, a novidade foi, na Meta 1, a exclusão dos processos sobrestados e suspensos no ano corrente, tornando a meta mais factível”, opinou o Presidente do TJSE.

As metas nacionais representam o compromisso firmado anualmente pelos Presidentes dos Tribunais brasileiros com o objetivo de melhorar a prestação jurisdicional. Priorizar julgamentos de processos relativos à corrupção e à improbidade administrativa, assim como fortalecer as redes de enfrentamento à violência contra a mulher estão entre os próximos objetivos definidos pelos magistrados brasileiros para os diversos ramos da Justiça.

“O CNJ, desde a sua criação, vem demonstrando a importância desse trabalho de sistematização das metas”, disse o Ministro Dias Toffoli, Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), lembrando que a confiança que a sociedade deposita no Poder Judiciário não pode ser decepcionada. O Diretor de Planejamento do TJSE, Felipe Prudente, lembrou que, em 2016, o CNJ instituiu a Resolução 221, que apresentou os princípios de gestão participativa e democrática na elaboração das metas nacionais.

Para Felipe, isso constituiu um importante passo em direção a uma gestão judiciária mais transparente, transversal e inclusiva. “Ainda em 2016, o CNJ também publicou a Portaria 114, que regulamentou a citada Resolução, estabelecendo as diretrizes do processo participativo na formulação das metas nacionais. Este ano, a formulação das metas teve início em maio e foi concluída no Encontro Nacional do Poder Judiciário, com a votação das propostas pelos Presidentes dos Tribunais de Justiça”, explicou.

Confira as metas definidas pelo CNJ que devem ser cumpridas pelos Tribunais Estaduais em 2018:

Meta 1 – Julgar mais processos que os distribuídos
Julgar quantidade maior de processos de conhecimento do que os distribuídos, excluídos os suspensos e sobrestados, no ano corrente.

Meta 2 – Julgar processos mais antigos
Identificar e julgar, até 31/12/2018: no 1º grau, pelo menos, 80% dos processos distribuídos até 31/12/2014; no 2º grau, pelo menos, 80% dos distribuídos até 31/12/2015; e nos Juizados Especiais e nas Turmas Recursais, 90% dos processos distribuídos até 31/12/2015.

Meta 4 – Priorizar o julgamento dos processos relativos à corrupção e à improbidade administrativa
Identificar e julgar, até 31/12/2018: 70% das ações de improbidade administrativa e das ações penais relacionadas a crimes contra a administração pública distribuídas até 31/12/2015, em especial a corrupção ativa e passiva, peculato em geral e concussão.

Meta 5 – Impulsionar processos à execução
Estabelecer política de desjudicialização e de enfrentamento do estoque de processos de execução fiscal, até 31/12/2018.

Meta 6 – Priorizar o julgamento das ações coletivas
Julgar, até 31/12/2018: 60% das ações coletivas distribuídas até 31/12/2015 no 1º grau; e 80% das ações coletivas distribuídas até 31/12/2016 no 2º grau;

Meta 8 – Fortalecer a rede de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres
Fortalecer a rede de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres, até 31/12/2018.

Com informações e fotos da Agência CNJ