Responderá em liberdade um processo por injúria racial a mulher de 65 anos que causou o maior rebuliço em um avião da GOL na semana passada por se recusar a sentar ao lado de outra mulher simplesmente porque ela era negra. Leia mais
Depois de pagar R$ 300, ela foi solta cerca de 15 horas depois da prisão em flagrante, em Brasília. A liberdade provisória foi concedida pela juíza federal de plantão Isa Tânia Cantão Pessoa da Costa.
Isso só foi possível porque o delegado da Polícia Federal responsável pelo caso, João Quirino, não considerou o episódio como um ato de racismo. Segundo o próprio delegado, a mulher aparenta ter "problemas psicológicos".
No inquérito policial já encaminhado à 10ª Vara Federal de Brasília, o crime foi tipificado como injúria racial, e não como racismo que é inafiançável.
O processo agora está nas mãos do procurador da República José Diógenes Teixeira. A decisão judicial só sai depois do parecer do Ministério Público. Caso seja condenada, a acusada pode pegar de um a três anos de prisão.




