Janaina Cruz

Janaina Cruz

A Comissão Executiva do Colégio Permanente de Corregedores-Gerais dos Tribunais de Justiça do Brasil (CCOGE) esteve reunida nesta quinta-feira, 29/10, por videoconferência, para decidir sobre ajustes do 84º Encontro do Colégio de Corregedores-Gerais dos Tribunais de Justiça do Brasil (Encoge), que ocorrerá nos dias 4 e 5 de novembro. A Corregedora-Geral do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), Desembargadora Elvira Maria de Almeida Silva, que é 1ª Secretária do CCOGE, participou da reunião.

Na pauta do encontro virtual, os Desembargadores definiram os homenageados durante o Encontro e quem será o responsável pelo pronunciamento em nome de todos. Também foram iniciadas as discussões sobre as eleições para a gestão de 2021.

Participaram da reunião o Presidente do Encoge, Desembargador Fernando Tourinho de Omena Souza; e os Desembargadores Teodoro Silva Santos, 2º vice-presidente; e Kisleu Dias Maciel, 2º tesoureiro. Justificaram a ausência, os Desembargadores José Augusto Aniceto, 1º vice-presidente; Hilo de Almeida Sousa, 2º secretário; e Maria de Nazaré Saavedra Guimarães, 1ª tesoureira.

Inscrições

As inscrições para o 84º Encoge estão abertas e serão encerradas no dia 3 de novembro. Pela segunda vez, o evento será realizado de maneira virtual. O objetivo é discutir sobre as adversidades para o Poder Judiciário nacional surgidas após a pandemia da Covid-19, com vistas a uniformizar entendimentos, divulgar soluções encontradas e proporcionar a melhoria da prestação jurisdicional.

O Encoge será realizado pela plataforma virtual Cisco Webex, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As inscrições para os dois dias podem ser feitas clicando aqui.

Em homenagem ao Dia do Servidor, comemorado nesta quarta-feira, 28 de outubro, o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) divulga a oitava edição do Servidor.info. Desta vez, alguns servidores contam como foi a adaptação ao trabalho remoto durante a pandemia do coronavírus e são parabenizados pelo Diretor de Gestão de Pessoas do TJSE, José Ariosvaldo Silveira. A publicação ainda traz o texto produzido por uma servidora, que nos conta como um gesto tão simples, o abraço, tem feito grande falta na vida dela.

Orientar sobre as medidas de prevenção ao coronavírus durante as audiências de custódia foi o objetivo da visita da Diretora do Centro Médico do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), Joana Martins, e do Médico do Trabalho Diego Garcia, à Central de Plantão Judiciário (Ceplan), localizada no Fórum Gumersindo Bessa. Na tarde desta terça-feira, 27/10, eles estiveram nas instalações utilizadas durante as audiências de custódia, que são realizadas diariamente, e conversaram com os profissionais envolvidos, como juiz, promotora de justiça, psicóloga, assistente social e policiais militares.

“É fundamental a presença do Centro Médico aqui nesse momento. Primeiro porque trouxemos orientações técnicas para evitar o processo de disseminação do coronavírus. Segundo porque isso tem sido uma grande preocupação do nosso Presidente, o Desembargador Osório de Araújo Ramos Filho, em zelar pela saúde de todos, sejam servidores, magistrados, colaboradores e até do próprio custodiado que aqui vem ser atendido”, enfatizou a médica Joana Martins.

Inicialmente, eles estiveram na sala onde as audiências de custódia são realizadas; onde questionaram sobre o distanciamento entre os envolvidos, uso de equipamentos de proteção individual, como a máscara, higienização da sala e se há compartilhamento de documentos. O Juiz de Direito Daniel Vasconcelos, que preside as audiências, explicou que o termo, antes assinado pelas partes envolvidas, agora é assinado somente por ele, justamente para evitar que várias pessoas toquem o mesmo papel.

Depois, os médicos conversaram com os policiais militares que acompanham os custodiados. Os policiais apresentaram algumas sugestões e ouviram atentamente as orientações. “Essa visita foi de suma importância, para benefício de nós próprios. O distanciamento é importante. A gente não tem como evitar o contato com os custodiados, mas no momento que tiver só a guarnição, acho importante manter o distanciamento. Até porque já perdemos muitos colegas para essa doença. Então é bom a gente evitar”, considerou o Sargento Carlos Santos.

Por último, a equipe do Centro Médico do TJSE esteve na sala onde os custodiados passam antes e depois da audiência para uma entrevista com profissionais do Núcleo de Apoio Psicossocial da Central Integrada de Alternativas Penais (Ciap), órgão da Secretaria de Estado da Justiça (Sejuc). Foi verificada a quantidade de pessoas que trabalham nas duas salas, ventilação do local, uso da máscara, álcool em gel e higienização entre os atendimentos.

“Observamos o processo produtivo, de que forma ocorre o trabalho dos servidores, magistrados e a presença do custodiado. Verificamos se é feito o distanciamento correto, constatamos que há a proteção de acrílico, é feito o uso de máscaras e a cada atendimento prestado é feita a higienização dos assentos. Orientamos que seja feita a desinfecção das superfícies tocadas”, destacou Diego Garcia, Médico do Trabalho do Centro Médico do TJSE.

A visita foi uma iniciativa da Consultora Estadual em Audiências de Custódia, Lucineia Rocha Oliveira, do Programa Fazendo Justiça, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “O Tribunal de Justiça de Sergipe, a partir da Portaria 62, de 2020, regulamentou todo protocolo sanitário de retomada das atividades presenciais. Desde a porta de entrada, com os dispensadores de álcool em gel e aferição de temperatura, à separação de acrílico nas salas. Mas nas audiências de custódia, a circulação de pessoas é muito grande. Temos servidores e também parceiros, como a equipe psicossocial, advogados, policiais. Então, o objetivo é aproveitar a presença do Centro Médico, com orientações técnicas no local, informando como minimizar os riscos de contaminação da Covid-19”, salientou Lucineia.

Retomada

As audiências de custódia presenciais no âmbito do TJSE foram retomadas no último dia 21. A audiência de custódia consiste na apresentação da pessoa presa em flagrante delito à autoridade judicial, em até 24 horas após o prazo de comunicação do flagrante, para que seja ouvida sobre as circunstâncias em que se realizou a prisão. Na ocasião são avaliados os aspectos legais da prisão, circunstâncias do fato e questionado se houve violência praticada pela autoridade policial.

A Diretoria de Planejamento e Desenvolvimento do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) divulgou nesta segunda-feira, 26/10, os dados relativos à produtividade de magistrados e servidores. De 19 a 25 de outubro, os magistrados do TJSE produziram 5.343 sentenças, 4.330 decisões e 17.937 despachos; já os servidores cumpriram 150.499 atos.

Quanto à movimentação administrativa do TJSE, ou seja, todos os processos e documentos gerados e recebidos via Sistema Eletrônico de Informações (SEI), no mesmo período, foram gerados 542 processos e 3.925 documentos; além de 1.912 documentos recebidos via SEI.

O atendimento presencial ao público externo sem necessidade de agendamento foi retomado no dia 14 de setembro, mas quem precisar falar com o TJSE também pode ligar para a Central Telefônica, pelos telefones 79 3226-3100 e 3226-3500.

Em razão do Dia do Funcionário Público, 28 de outubro, não haverá expediente nas unidades do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), tanto da capital quanto do interior, nessa quarta-feira, 28/10. Os prazos processuais serão prorrogados até o primeiro dia útil seguinte, consoante o disposto no artigo 224 do Código de Processo Civil. Já a Central de Plantão Judiciário (Ceplan), localizada no Fórum Gumersindo Bessa, funcionará normalmente.

O atendimento presencial na Corregedoria Geral da Justiça, localizada no 2º andar do Palácio da Justiça, está suspenso nesta quinta e sexta-feira, 22 e 23/10, por motivos de força maior. O atendimento presencial será retomado na segunda-feira, 26/10, a partir das 7 horas. Até lá, quem precisar falar com a Corregedoria, poderá ligar para o telefone 3226-3100 e será encaminhado para um servidor.

A Escola Judicial do Estado de Sergipe (Ejuse), através da Coordenadoria de Cursos para Servidores, informa que estão abertas as inscrições para o curso abaixo:

 

Curso:

COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA (modalidade on-line ao vivo – PLATAFORMA ZOOM)

Período e Horário:

04, 11, 18 e 25 de novembro 8h às 12h.

Local:

PLATAFORMA ZOOM

Inscrições:

21 a 27 de outubro de 2020

As inscrições podem ser encerradas antes do período indicado, caso haja o preenchimento total das vagas disponíveis.

Público-alvo:

Servidores do TJSE

Como se inscrever:

Portal EJUSE WEB: https://www.tjse.jus.br/ejuseweb/- DEVERÁ SER UTILIZADA A MESMA SENHA DE ACESSO AO SISTEMA ELETRÔNICO DE INFORMAÇÕES (SEI).

Objetivo:

O curso proposto faz parte do Cronograma de Capacitação dos servidores previsto por esta Escola e visa atender solicitação do Levantamento de Necessidades realizado pela Ejuse. Proporcionará aos servidores do Tribunal de Justiça conhecimentos, habilidades e atitudes para lidar com os desafios, cujo objetivo é aprimorar as relações de parceria e cooperação, em que predomine a comunicação eficaz no âmbito institucional.

Carga horária:

16 horas/aula.

Facilitador:

ADRIANA OLIVEIRA FONTES, Advogada, com graduação em Direito pela Universidade Tiradentes; Pós-graduação “lato sensu”, Especialização em Direito Civil e do Consumidor” pelo Instituto Excelência Ltda – JUSPODVM, participou e ministrou treinamentos em Comunicação Não Violenta.

Realização:

COORDENADORIA DE CURSOS PARA SERVIDORES

Conteúdo programático:

  • O que é Comunicação Não Violenta (CNV)?

  • Quatro Componentes da CNV;

  • Observação X Julgamentos;

  • Sentimentos X Pseudo Sentimentos;

  • Necessidades X Estratégias;

  • Pedidos X Exigências;

  • Quatro Reações a uma crítica;

  • Linguagem Alienante da Vida.

Vagas:

15 vagas

Mais informações:

3226-4204/3318 ou e-mail ejuseservidor@tjse.jus.br

As audiências de custódia presenciais, que estavam suspensas desde março devido à pandemia da Covid-19, foram retomadas nesta quarta-feira, 21/10, na Central de Plantão Judiciário (Ceplan), localizada no Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju. Além dos cuidados para evitar a propagação do coronavírus, como uso de máscara, proteção em acrílico e limitação de pessoas na sala de audiência, agora os custodiados passam, antes e depois da audiência, por um atendimento psicossocial. O objetivo é, se necessário, encaminhá-los para programas assistenciais.

“Essa equipe psicossocial analisa a situação pessoal do custodiado e dá sugestões acerca de como o juiz poderá proceder em sua decisão em relação aos encaminhamentos, como a inserção em algum programa assistencial. Assim, o custodiado terá uma acolhida do aparato estatal após sua soltura, se for o caso”, explicou o Juiz de Direito Daniel Vasconcelos, que presidiu a audiência de hoje. Ele lembrou que, de março até agora, a análise das prisões em flagrante estava sendo realizadas remotamente.

A implantação do atendimento psicossocial é resultado do Programa Fazendo Justiça, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que desde 2019 desenvolve algumas atividades junto ao Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). “A partir de uma parceria do Tribunal com o Poder Executivo, foi possível implantar a Central Integrada de Alternativas Penais, sendo que um núcleo dessa Central, com o serviço de psicologia e assistência social, começa agora a atender os custodiados na ocasião das audiências de custódia”, informou Lucinéia Oliveira, Consultora das Audiências de Custódia do Programa Fazendo Justiça do CNJ.

Conforme Lucinéia, o objetivo é fazer um levantamento das principais demandas que essas pessoas que foram presas em flagrante apresentem para que sejam encaminhadas às redes de atenção psicossocial dos municípios onde residem. “Com isso, a gente vai garantir que essa pessoa seja acolhida na rede e tenha a possibilidade de ser inserida em projetos sociais, em políticas públicas que talvez possam modificar a trajetória dela”, destacou a consultora.

Foi o que aconteceu com o único custodiado da tarde desta quarta-feira. Preso em flagrante ontem, em Propriá, acusado de conduzir uma motocicleta embriagado, ele respondeu a algumas perguntas do juiz, do Defensor Público Geral José Leó de Carvalho Neto e da Promotora de Justiça Tatiana Quirino. Após a análise dos fatos, o magistrado concedeu a liberdade, alertando que o custodiado será intimado para depor no Fórum de Propriá. Ainda na decisão, foi determinado o encaminhamento do custodiado para a rede municipal de saúde, para que o mesmo seja atendido pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps).

Mas antes e depois da audiência, ele conversou com a assistente social e a psicóloga da Central Integrada de Alternativas Penais (Ciap), órgão da Secretaria de Estado da Justiça (Sejuc), que foi inaugurado recentemente no município de Nossa Senhora do Socorro. Em uma sala ao lado da Ceplan, no Fórum Gumersindo Bessa, elas ouviram o custodiado antes da audiência, quando levantaram dados pessoais e perguntaram sobre as circunstâncias da prisão em flagrante. Após a audiência de custódia, ele voltou à sala e foi feito o encaminhamento determinado pelo juiz.

“Analisamos a queixa que ele trouxe e o motivo da prisão. Ele foi encaminhado para rede de saúde do município e nós, do Núcleo de Apoio Psicossocial, vamos fazer o acompanhamento com ele e com a família para que a questão não fique solta. Muitas vezes, essas pessoas estão em situação de vulnerabilidade social, com falta de estrutura na dinâmica familiar, é preciso esse suporte nosso para a ressignificação social da vida do indivíduo”, salientou Letícia Costa, psicóloga do Ciap.

O que é audiência de custódia

A audiência de custódia consiste na apresentação da pessoa presa em flagrante delito à autoridade judicial, em até 24 horas após o prazo de comunicação do flagrante, para que seja ouvida sobre as circunstâncias em que se realizou a prisão. Na ocasião, são avaliados os aspectos legais da prisão, circunstâncias do fato e questionado se houve violência praticada pela autoridade policial.

Após o juiz, o promotor de Justiça e o defensor público ouvirem o custodiado, o magistrado decide pela prisão preventiva ou concessão da liberdade provisória, com ou sem medidas cautelares. Em Sergipe, as audiências de custódia ocorrem na Ceplan, no Fórum Gumersindo Bessa, na capital. Nos dias úteis, têm início às 13 horas; e nos dias não úteis, às 10 horas.

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