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Terça, 29 Janeiro 2013 14:16

Coordenadora da Mulher pede inclusão de tema direitos da mulher no currículo escolar

Coordenadora da Mulher pede inclusão de tema direitos da mulher no currículo escolar

Aconteceu na tarde de ontem, 28/01, uma reunião na Secretaria de Estado da Educação (Seed) para discutir a inclusão dos temas direitos da mulher e direitos humanos no currículo das escolas da rede. A Juíza Coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe, Rosa Geane Nascimento, acompanhada de representantes de outros órgãos, foi recebida pelo secretário Belivaldo Chagas, que prometeu discutir o assunto com o Conselho Estadual de Educação.

Conforme a Juíza, um ofício tratando do assunto foi enviado para a Seed em novembro do ano passado. “Enviamos esse ofício com a finalidade de começar em Sergipe um movimento que Brasília já iniciou, com a inclusão dos temas relacionados aos direitos da mulher nos currículos das escolas públicas e privadas. É urgente essa mudança de mentalidade, baseada em relações livres de preconceito, machismo, sexismo, discriminação e violência. Sou professora desde 1986, inicialmente da rede estadual, depois da Universidade Federal de Sergipe(UFS) e, atualmente, da Escola da Magistratura do TJSE, e sei a importância da educação como instrumento de transformação da sociedade”, ressaltou a Magistrada.

Também esteve na reunião a Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da OAB de Sergipe, Adélia Pessoa, que falou sobre a união de vários movimentos nesse pleito. “Temos a Comissão da OAB, a Coordenadoria da Mulher do Tribunal, a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, a Secretaria de Estado de Políticas Públicas para as Mulheres. Ou seja, temos um ambiente que se propõe a pensar junto”, enfatizou Adélia.

Segundo a Secretária adjunta do Estado dos Direitos Humanos, Selma Amorim, já existe uma parceria com a Seed. “Levamos o tema direitos humanos para as escolas em quatro palestras nos meses de novembro e dezembro passados. Mas nossa preocupação é que isso seja normatizado através de Resolução e, assim, todas as escolas poderão trabalhar a transversalidade”, opinou Selma.

A ideia foi compartilhada pela Secretária adjunta de Políticas para as Mulheres, Maria da Pureza Sobrinha. “Sabemos que já existe uma preocupação do governo de trabalhar a transversalidade. Visitamos as escolas ministrando palestras sobre essa temática”, completou Pureza. Mas para a Coordenadora da Mulher do TJSE, palestra é diferente de aula. “É preciso que a formação seja continuada e, por isso, o tema deve ser incluído no currículo”, sugeriu Rosa Geane.