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Terça, 06 Novembro 2012 19:21

Ministro Joaquim Barbosa encerra VI Encontro Nacional do Judiciário

Depois de um dia inteiro de discussões sobre melhorias à gestão estratégica no Poder Judiciário brasileiro, o VI Encontro Nacional do Judiciário foi encerrado pelo Ministro Joaquim Barbosa, Presidente eleito do Supremo Tribunal de Justiça e Conselho Nacional de Justiça. Em seu discurso, ele disse que uma “nova forma de abordagem a questões pertinentes ao Poder Judiciário tende a por cobro em pendências conhecidas”.

Em entrevista à imprensa, após o almoço dos participantes do encontro, ele falou ainda que é uma “iniciativa alvissareira, tomar esses dois pontos, corrupção e improbidade administrativa, como temas-guia da ação do Judiciário. Só posso me regozijar dessa decisão”. Questionado sobre a popularidade que ganhou após o julgamento do ‘mensalão’, ele disse que isso é resultado de vários fatores.

“Primeiro lugar, há uma identificação cada vez maior da população com as questões jurídicos-institucionais tratadas pelo STF. Esse julgamento trouxe o Tribunal para dentro das famílias e o resto que vem acontecendo no plano pessoal é consequência disso. Tenho recebido muito carinho por parte das pessoas”, comentou, acrescentando que é apenas um “cidadão que cumpre seus deveres, nada além disso”.

O Presidente do TJSE, Desembargador Osório de Araújo Ramos Filho, falou que o encontro foi uma experiência vitoriosa, que vai produzir frutos. “Esse encontro dignifica todos nós, que escolhemos definir metas que orientam o trabalho dos Tribunais no próximo período. Foi uma oportunidade extraordinária de integração entre os Tribunais e o CNJ. Provavelmente Sergipe demorará muito a sediar um outro encontro como esse, mas de toda maneira quero dizer que foi uma imensa satisfação”, confessou.

Antes de passar a palavra ao Ministro Joaquim Barbosa, Carlos Britto fez elogios ao colega com quem conviveu por dez anos. “É uma feliz coincidência passar as Presidências do STF e do CNJ para mãos tão honradas. Joaquim Barbosa é um Ministro que honra o Poder Judiciário. É uma das pessoas mais cultas e cosmopolitas que conheço, de uma inteligência aguda, independente e corajoso”, elogiou Britto. Ao começar seu discurso, Barbosa retribuiu a homenagem, dizendo que Britto está deixando a magistratura, mas seguramente não se afastará dos corações dos colegas.

Plenária final

O início da tarde foi destinado às reuniões setoriais dos diferentes segmentos da Justiça. As duas metas mais votadas foram a Meta 2, que visa fortalecer a unidade de controle interno no Tribunal; e a Meta 3, que busca desenvolver, nacionalmente, sistemas efetivos de licitação e contratos. O presidente da Comissão de Gestão Estratégica, Estatística e Orçamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselheiro Carlos Alberto Reis de Paula, apresentou as recomendações de melhorias à gestão estratégica do Poder Judiciário:

Justiça Federal: engajar a todos, alta administração e colaboradores, com a estratégia; e elaborar e implantar plano de comunicação da estratégia.

Justiça Estadual: elaborar e implantar plano de comunicação da estratégia; e elaborar planos de aquisição integrados à estratégia.

Justiça do Trabalho: elaborar e implantar plano de comunicação da estratégia

Justiça Eleitoral: engajar a todos, alta administração e colaboradores, com a estratégia; e garantir a estrutura mínima das unidades de planejamento para atendimento às demandas existentes.

Justiça Militar: elaborar e executar plano de comunicação da estratégia; e elaborar planos de aquisição integrados à estratégia.

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