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Segunda, 29 Outubro 2012 14:01

Primeira Casa Lar de Sergipe entra em funcionamento na Comarca de Propriá

Primeira Casa Lar de Sergipe entra em funcionamento na Comarca de Propriá

Uma nova modalidade de acolhimento para crianças e adolescentes que necessitam de medidas protetivas é o que oferece a primeira Casa Lar de Sergipe, que entrou em funcionamento na Comarca de Propriá neste mês de outubro. O local tem estrutura como a de outra casa qualquer e um casal responsável pelos cuidados com crianças e adolescentes que ficam no local até voltarem à família de origem ou serem encaminhados para a adoção.

A capacidade da Casa Lar de Propriá é para 10 crianças e adolescentes, na faixa etária de 0 a 18 anos, do sexo masculino ou feminino. Atualmente, dois adolescentes estão no local. Eles recebem acompanhamento de uma equipe técnica formada por psicólogo, assistente social e educador social. Juntos, elaboram um Plano Individual de Atendimento (PIA), no qual são estabelecidas metas a serem cumpridas pelos acolhidos.

Conforme Karinna Barbosa, Coordenadora de Planejamento e Gestão do Sistema Único de Assistência Social de Propriá, o serviço é mantido pela Prefeitura, com verbas dos governos federal, estadual e municipal. “Esses jovens têm todos os direitos garantidos nas áreas de saúde, educação, lazer e cultura”, acrescentou. Os adolescentes com problemas de drogadição, por exemplo, são atendidos pelo psiquiatra do CAPS uma vez por semana.

Segundo o Juiz da Comarca de Propriá, Haroldo Rigo, a grande vantagem da Casa Lar é não ser mais necessário deslocar crianças e adolescentes para outro município. “Passamos a ter o acolhimento institucional na própria cidade. O deslocamento acabava dificultando a reintegração da criança e do adolescente na família”, explicou o Juiz, lembrando que a rede de proteção, formada por CREAS, CAPS, Conselho Tutelar e outros órgãos, tem funcionado de maneira integrada.

“Isso facilitou bastante o trabalho do Judiciário. Essa interação que hoje a rede tem também foi fruto da capacitação conduzida pela Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de Sergipe. Foram feitas reuniões e houve uma reestruturação dos Conselhos de Direito, que hoje protagonizam a fiscalização do funcionamento da rede”, informou o Juiz.

Para a Juíza Coordenadora da Infância e Juventude do TJSE, Vânia Barros, trata-se de “uma modalidade de atendimento para crianças e adolescentes sob medida protetiva de acolhimento institucional, que se mostra de viável implementação pelos municípios. Propriá mostrou que é possível e serve de exemplo a ser seguido por outros municípios que ainda não oferecem esse atendimento”.