A Corregedoria Nacional de Justiça escolheu o Tribunal de Justiça de Sergipe para participar de um projeto piloto que visa à resolução de conflitos do Banco do Brasil por intermédio da conciliação e/ou mediação. As audiências ocorrerão entre os dias 28 de maio e 6 de junho, das 7 às 13 horas, no Centro Judiciário de Resolução de Conflitos do TJSE, localizado no Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju.
Segundo o Juiz Auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Jairo Gilberto Schäfer, o TJSE foi escolhido para participar do projeto por ser modelo nacional de eficiência e qualidade na prestação jurisdicional, além de ter um alto grau de informatização. Durante reunião em Aracaju, no dia 20 de abril, ele informou que esta é a primeira vez que uma instituição bancária desenvolve um projeto com o CNJ e Tribunais para a resolução dos seus conflitos judiciais por meio da conciliação.
O Presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargador Luiz Mendonça, disse que o projeto é da maior importância para o Poder Judiciário Nacional. “As instituições financeiras são as maiores litigantes e o sucesso desse projeto, com a ampliação da sua abrangência, fará com que os estoques de processos nos Tribunais sejam reduzidos”, comentou o Desembargador.
Segundo o assessor especial da Diretoria Jurídica do Banco do Brasil, João Alves Silva, o banco está fazendo um esforço de melhoria no atendimento aos clientes, buscando evitar que as suas questões cheguem ao Judiciário. “Para aquelas que já estão no Judiciário, a intenção é de encaminhá-las para a conciliação e/ou mediação”, acrescentou Silva, lembrando que deverão estar na pauta do mutirão cerca de dois mil processos.
No próximo dia 24, a partir das 14 horas, os conciliadores e mediadores passarão por um treinamento na Escola de Administração Judiciária (ESAJ), com a participação do assessor especial da Diretoria Jurídica do Banco do Brasil. Três Juízes foram designados para coordenar o mutirão: Dauquíria de Melo Ferreira, Diógenes Barreto e Maria Luiza Foz Mendonça.