Na manhã de hoje, dia 10, o Pleno do Tribunal de Justiça de Sergipe recebeu alguns espectadores especiais, 15 alunos do 5º ano da Escola Estadual 11 de Agosto, dedicada a educação de crianças e adolescentes com necessidades especiais, acompanharam o trabalho dos desembargadores.
A visita ao Poder Judiciário foi guiada pelo gestor do Projeto Justiça na Escola, Paulo Roberto, e percorreu todas as instalações do Palácio da Justiça. No gabinete dos desembargadores, os estudantes que eram portadores de deficiência auditiva receberam informações, traduzidas por um professor especializado em libras, sobre a atuação do Tribunal de Justiça dentro da estrutura do Poder Público.
A finalidade do Projeto Justiça na Escola é divulgar para estudantes, especialmente das redes estadual e municipal de ensino, os conceitos primários e essenciais de cidadania e justiça. Na segunda-feira, dia 08, foi realizado um ciclo de palestras em sala de aula sobre a aquisição dos direitos de cidadão.
Na visita à Coordenadoria da Infância e da Juventude, os estudantes poderam conhecer alguns direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. A Juíza Coordenadora Vânia Ferreira de Barros que recepcionou os visitantes, descreveu a importância do feito. "Crianças e adolescentes precisam conhecer quais direitos estão previstos numa lei específica para eles e é por isso que aqui na Coordenadoria, nós promovemos cursos para disseminação do Eca. Além disso, quando eles vêm ao Poder Judiciário podem verificar in loco como funciona este Poder e se sentirem mais próximos da Justiça", avaliou.
Na Corregedoria Geral da Justiça, os estudantes tiraram dúvidas com os Juízes Corregedores, Marcel Britto e Elbe Maria Carvalho, sobre a atuação profissional do magistrado. "É difícil ser juiz?", perguntou uma aluna. O Juiz Marcel Britto respondeu ao questionamento dizendo que quanto mais o aluno se dedicar ao estudo, mais fácil poderá exercer as funções de um magistrado.
Para a professora Vânia Silva Santos, "o projeto é importante porque introduz na vida destes adolescentes - principalmente estes que apresentam necessidades especiais - uma visão mais ampla dos seus direitos".