O Tribunal de Justiça de Sergipe e a Escola da Magistratura do Estado de Sergipe inauguraram nessa sexta-feira, dia 06, o "Espaço Sociocultural Desembargadora Clara Leite de Rezende". Situado no 8º andar do Anexo Administrativo Desembargador Antonio Goes, o espaço é um local dedicado à cultura, entretenimento, leitura e arte. O objetivo do espaço é auxiliar no aprimoramento intelectual e moral dos magistrados.
De acordo com o Presidente do TJSE, Desembargador Roberto Porto, a escolha do nome da Desembargadora Clara Leite foi uma forma de homenageá-la, já que ela foi a idealizadora do espaço, ainda quando era Diretora da ESMESE, antes da aposentadoria compulsória em junho deste ano. "É motivo de orgulho a Desembargadora Clara ter emprestado seu nome a este local". O presidente falou da trajetória jurídica da homenageada, ressaltando que ela "possui larga folha de serviços prestados à Justiça. (...) o nome dela está gravado de forma indelével nas páginas da historia da Justiça sergipana".
O diretor da Esmese, Desembargador Osório Ramos Filho, reforçou que o espaço é um local para "congraçamento do magistrado com a música, poesia e letras, onde a Esmese mostra sua atenção com a classe jurídica". O magistrado também enfatizou as qualidades da homenageada : "Ela pontuou toda uma existência com flores perfumadas que são simbolicamente colhidas com sinceras e significativas homenagens".
A homenageada no seu discurso, lembrou o início de sua vida jurídica "sou de uma geração de magistrados que desbravou caminhos e superou obstáculos para levar aos mais longínquos torrões deste Estado, a prestação jurisdicional". Clara Leite agradeceu a escolha do seu nome: "A escolha do meu nome para o centro sociocultural me enternece, porque fica registrado o grande desejo de que os magistrados disponham dos meios indispensáveis à ampliação dos conhecimentos em outras áreas que lhes proporcione uma formação plural, indispensável a uma boa performance de um magistrado".
Durante o evento, também houve o lançamento da 13ª edição da Revista da Esmese. A revista é semestral e tem por objetivo divulgar os trabalhos técnicos e científicos produzidos por magistrados e operadores do Direito em âmbito estadual, nacional e internacional, na área das ciências jurídicas. Simultaneamente também aconteceu o lançamento da Seleta do Memorial do Poder Judiciário que, no seu número 01, trouxe a trajetória da homenageada da noite. O livro é uma reunião de escritos que contam a trajetória de Clara Leite como jurista, administradora e mulher. A orelha da Seleta foi escrita pelo Ministro Carlos Ayres de Brito que cita a trajetória existencial da magistrada aposentada e a define como alguém com currículo admirável e que orgulha o Estado de Sergipe. "Um espírito manso e uma mente em ebulição. Como é típico das pessoas interiormente evoluídas", finaliza o ministro.
"Ser grata é ser justa"
Após a inauguração, os convidados participaram da abertura da Exposição "Ser grata é ser justa", organizada pelo Memorial do Judiciário, que faz uma viagem pela trajetória da Desembargadora Clara Leite de Rezende. A exposição é uma reunião de fotos, peças documentais, discursos, medalhas, troféus e placas que enriqueceram a vida da magistrada. De acordo com a diretora do Memorial do Judiciário, Renata Mascarenhas, a exposição trata de "momentos da vida da desembargadora, retratados por meio de fotografias, que ilustram, ora sua trajetória na Justiça sergipana, ora a esposa, a sogra, a mãe e a avó dedicada".
Confira abaixo o discurso da Desembargadora aposentada Clara Leite de Rezende na íntegra:
Começo estas minhas palavras de agradecimento repetindo Vinicius de Moraes: "A gente não faz amigos, reconhece-os, ainda que eles "não saibam que são meus amigos." "Eles fazem parte do mundo que construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida." Neste fim de trajetória, onde o sol poderia parecer estar se pondo, pude vislumbrar com clareza que a existência de amigos nos dá a certeza de que não há ocasos nem solidão para quem os tem, mas, sempre um novo dia a renascer.
As manifestações de amizade e as avaliações sobre a minha trajetória, que tenho recebido do Poder Judiciário dos meus colegas e amigos, pacificam as minhas preocupações com este passado, acalentam as saudades e me estimulam a dar outros passos na direção da nova fase de minha vida.
Cada uma teve um significado especial. A despedida na minha última sessão de julgamento no Tribunal Pleno, preparada silenciosamente, pelo Desembargador Presidente, foi surpreendente. Nela vislumbrei o grande amigo com quem convivi por alguns anos, o suficiente para construir uma amizade sólida, consolidada na convergência de princípios éticos, de visão institucional, da participação enriquecedora nos órgãos colegiados, Câmara Cível e Tribunal Pleno. No cotidiano dessas sessões de julgamento podia-se perceber a atuação do julgador atento aos fatos, atualizado na aplicação do Direito, consciencioso, ético, envolvido na solução justa do litígio, o que resultava num trabalho instigante e prazeroso para todos.
Naquela manhã, eu estava cercada por tantos quantos gostaria de dizer o meu adeus. Acompanhavam-me meus familiares (cúmplices no silêncio), colegas e alguns amigos para assistirem os meus últimos julgamentos. Foi escolhido o colega que iria me saudar dentre aqueles mais identificados comigo, desde o início de nossas carreiras. Ele como advogado, eu como juíza da Comarca de Frei Paulo, substituindo por 14 meses na Comarca de Itabaiana. Laços antigos de amizade e admiração que se ajustaram muito bem às intenções do arquiteto daquela inesquecível homenagem. Desembargador Netônio com quem sempre mantive uma interface profissional muito enriquecedora para mim, disse-me maravilhas que só a grande amizade pode justificar. Omitiu, entretanto os perigos de vida que me submeteu, quando nos arroubos da sua juventude, feliz como recém-casado, achando-se o rei daquelas plagas de Itabaiana Grande, dirigia o seu carro com velocidade máxima. Ofereceu-me caronas irrecusáveis para a cidade de Frei Paulo. E eu, em estado de necessidade, as aceitei para, iniciarmos as audiências naquela comarca. Mas, Deus que protege os bem-intencionados, salvou a nós dois.
A gratificante surpresa não ficou por aí. Ocupou a tribuna outro amigo, que falando em nome da classe, dirigiu-me palavras que igualmente fez crescer a minha auto-estima. O meu Presidente Paulo Macedo, de quem sou devedora por outras falas. Comedido, sincero, solidário. Defensor incondicional dos magistrados sergipanos, sempre chegando junto com a Escola da Magistratura ou com qualquer outro projeto do interesse do Judiciário. Foi uma homenagem memorável que somente as pessoas do bem sabem planejar. Naquele dia, voltei para casa em estado de graça. Mas, faltava ainda a última sessão da Câmara Cível e com ela o término de minha missão no colegiado. Novamente fui surpreendida com outra manifestação. Os meus colegas de Câmara usaram da palavra par saldar-me carinhosamente. O Ministério Público, na pessoa do Dr. José Carlos Oliveira, fez uma saudação em grande estilo literário, deixando-me desvanecida e muito gratificada. Os Advogados também se fizeram representar pelo Dr. Marcelo Carvalho, o qual, tomado também de surpresa entrou na ciranda das catarses nostálgicas e trouxe de volta a alegria de reviver fatos pitorescos do passado. E as meninas da Esmese? Patrícia, Ilma, Lea, Larissa, mancomunadas com Del, Denise, Ângelo e outros mais, transformaram uma aula sobre cinema neste espaço cultural, numa grande declaração de amor, sem pejos e abertamente, com muito humor, poesia e emoção.
Porém, não é somente estas homenagens dirigidas a mim que me põem em dívida. Assistindo a posse de um grande amigo no Tribunal Eleitoral, fui mais uma vez homenageada por seu presidente, Desembargador Luiz Mendonça, os membros que o compõe, e especialmente pelo empossando, ouvi de sua alocução as mais valiosas referências à magistrada que viu em mim, ressaltando um perfil desenhado visivelmente por quem, realmente se considera um grande amigo. Nada mais restaurador de uma alma que as palavras positivas pronunciadas por quem é uma unanimidade em credibilidade, no que diz e no que faz. Ronivon de Aragão, o jovem sisudo que tive a sorte de encontrar no meu caminho, estava ali a falar dos que passaram por sua trajetória, quando, conquistou os espaços por mérito próprio. Membro do T.R.E de Sergipe na vaga destinada à magistratura federal, seria mais um deles. E isto, prezado amigo, é apenas o começo.
A homenagem isolada tem também me emocionado; é um ex-assessor que há muito não via, uma servidora do Eleitoral que me manda flores, amigos que há muito não nos víamos, que me faz um cartão carinhoso, ou um servidor do Poder Judiciário que se manifesta pessoalmente. Estes gestos muito me agradam... E por fim falo do quanto fui lisonjeada pela equipe de trabalho, numa reunião singela, nos últimos momentos que antecederam a minha partida, cheia de afeto e emoção com pronunciamentos sinceros, espontâneos. Nessa ocasião, tive a oportunidade de me dirigir a cada um, situando-o no resultado do meu trabalho, realizado por todos eles cada um no seu estilo, com sua capacidade de produzir, mas todos muito conscientes do nosso dever com relação à presteza e qualidade da prestação jurisdicional. A eles, através da decana Eliza, que me acompanhou desde a vara de família, transfiro parte desta homenagem.
Mas gostaria de registrar aqui que durante toda a minha vida, recebi uma ajuda incondicional, discreta, sem cobranças direcionadas à minha realização pessoal. Meu querido companheiro Roberto Rezende, que sendo um Engenheiro Agrônomo e não um Bacharel em Direito, teve a compreensão de se fazer presente em todos os momentos de minha jornada, compensando as minhas ausências, acumulando com sua jornada de trabalho, que durante tantos anos dedicou com lisura e competência aos órgãos Federal e Estadual que dirigiu. Meus filhos, pela compreensão enquanto menores e cumplicidade na maioridade. Minha mãe Guiomar, exemplo de retidão e lucidez, pela ajuda incondicional na criação de meus filhos menores. O meu pai que não conheci, mas que é sempre referência para mim e que me orgulha de ser sua filha; meus irmãos pela interferência na minha formação e pelo exemplo de honradez, qualidade profissional e formação humanista que me passaram; e por fim aos amigos de todas épocas, que tornaram minha rota mais fácil e prazerosa (aqui incluo parentes, amigos e o Desembargador Pedro Barreto de Andrade que muito me orientou no exercício da profissão). A todos eles, a gratidão pelo privilégio de tê-los em minha vida.
Prezados, protagonista deste rito de Passagem,
sou de uma geração de magistrados que desbravou caminhos e superou obstáculos para levar aos mais longínquos torrões deste Estado, a prestação jurisdicional. Tempos difíceis, quanto ao acesso às comarcas, às instalações dos serviços judiciais, às condições de trabalho e principalmente, à falta de orientação específica para o exercício da profissão. Éramos todos autodidatas e por isso, inseguros quanto aos resultados de nossas atuações. Carregávamos, entretanto, a imensa vontade de acertar e a juventude que fazia mover montanhas, encontrando força e coragem para merecer daquele povo simples a confiança de oferecer uma justiça que correspondesse à sua expectativa.
Foi uma longa trajetória de 40 anos a respeito da qual já me referi inúmeras vezes, no decorrer de minha vida profissional.
Hoje, olho para esta trajetória e tenho a impressão de que estive em uma caminhada por uma longa estrada, em companhia de muitos que como eu estariam a executar um mesmo trabalho, árduo, porém, essencial àqueles que nos confiaram a tarefa de decidir os seus conflitos: a sociedade sergipana. Caminhando sempre, este percurso era alcançado por encruzilhadas para onde se dirigiam alguns companheiros que haviam concluído a sua tarefa, deixando-nos seguir e por onde outros tinham acesso para ocupar aqueles lugares. Alguns interromperam o seu tempo em plena jornada. Restaram a tristeza por suas perdas e ausências prematuras. Dentre tantos, Antonio Goes e Fernando Franco, nos deixaram muitas saudades.
Nessa Estrada havia passagens para níveis mais altos de tarefas, aferidos pelo tempo em que ali permanecíamos ou por avaliação de nosso desempenho. Passei por elas com muita alegria. A mais alta e a última, eu contava com apenas 13 companheiros. Ali, as cobranças eram maiores. Comandei esse seleto grupo de peregrinos por dois anos e sem parar de andar, mudei parcialmente a minha missão. Era hora de fazer a outra parte respaldada em uma vivência anterior, para desenvolvimento do Poder Judiciário. Era preciso repensar este Poder para colocá-lo na contemporaneidade, reconstruindo a sua máquina, formando adequadamente o seu corpo de servidores, inseri-los no contexto dos conceitos de uma administração voltada para os seus fins.
Queria realizar tudo de uma só vez, como uma adolescente que pensa poder abarcar o mundo com suas mãos, dispunha apenas de 2 anos. Contei com heróis e heroínas. E os homenageio neste momento tão especial, através da figura admirável do meu mestre e amigo Dr. Manoel Cabral Machado e do companheiro incondicional Fernando Sampaio Leite, que não estão mais entre nós, e que com a experiência, dinamismo intelectual e destreza no desempenho de suas tarefas, me garantiram a tranquilidade de uma orientação lúcida e segura. Queria uma Justiça mais célere, acessível, competente. Era preciso mudar o curso daquela história. A cada momento vivenciado, repensar os erros e construir os novos rumos.
Este grupo de idealistas que me acompanhou (Dílson Barreto, Vanda Andrade e Rúbia Mousinho), fez concretizar o que era possível no meu sonho. Que não se limitava à realização imediata de todos os programas que aquela demanda já visualizada e iniciada pelos presidentes que me antecederam estaria a exigir. Mas tentando deixar plantadas todas as sementes que estavam ao nosso alcance naquele momento de história do Judiciário. Era tempo de plantar. Contei com um companheiro de trabalho corajoso e honrado, Desembargador Nolasco de Carvalho, avalizador das minhas ideias e desmistificador dos meus medos.
Nesse Caminho passei por outros comandos, desta feita mais simples, porém igualmente importantes. A Escola da Magistratura foi um dos campos de aperfeiçoamento e enriquecimento pessoal pelo convívio saudável entre inteligências vivas e exemplos práticos de trabalho, enriquecidos com o que a escola sempre ofereceu, sem restrições. Penso ter sido ela uma referência, um ponto de apoio para alavancar uma formação plural, descobrindo sempre novas formas de alcançar níveis de eficiência e celeridade, com consciência social no exercício do seu múnus. Pois como bem exprimiu a mensagem lúcida do Ministro Carlos Brito, citando a máxima de Pascal: ?Ciência sem consciência é ruína da alma?.
De passo a passo, chegou ao fim a minha jornada e uma encruzilhada se me apresentou. Não poderia mais continuar, eram as regras. O tempo agora sugeria descanso, ou seguir outros caminhos, desta feita, por escolha, mais amenos, onde eu possa desfrutar de outras benesses que a vida está a me oferecer, mas que o trabalho comprometido naquela estrada, também prazeroso, não permitia acumular.
Passei por grande oportunidade de crescimento pessoal. Exercitei a minha capacidade de realizar um trabalho sério, que poderia melhorar a vida daqueles que eram os destinatários de minhas tarefas. Tive constantes experiências na difícil atribuição de entender as pretensões dos que compõem o conflito, que me levaram sempre a alcançar um passo a mais no meu desenvolvimento pessoal e profissional. Aprendi a lidar com o sofrimento humano com respeito. A entender que pequenas pretensões materiais não o são, para quem tem nelas tudo o que podem possuir. E as de ordem moral podem representar talvez o seu único bem a preservar e por isso merecem toda a atenção, quando submetido a um julgamento.
Essa caminhada durou 40 anos, a maior parte de minha vida. Olho para trás e vejo como aos poucos foi sendo construída a julgadora, como ocorreu a transformação da pessoa humana. E como a vocação, foi, paulatinamente, transformando em prazer o exercício do trabalho, pela boa sensação de estar incluindo aqueles destinatários, no rol dos cidadãos brasileiros sujeitos de direitos e deveres.
Comemoro os mais fecundos anos de minha existência. Vivenciei a infância, adolescência e formação profissional de meus filhos, exerci a profissão escolhida, que me permitiu viver com dignidade, amadureci minhas ideias, fui presenteada com grandes amigos e dei minha contribuição para a sociedade do meu Estado. 40 anos de boas recordações e que resultaram muitos e bons frutos para viver a década dos setenta anos, prazerosamente.
Mas nem tudo foram flores. Nesse percurso, impasses difíceis de serem ultrapassados ocorreram, alcances frustrados e por vezes incompreensões, ou gestos que me pareceram injustos. Por que lembrá-los? As nuvens escuras são dissipadas pelos bons ventos, restando apenas as transparentes, que deixam passar o sol radiante, e embelezam o céu dos nossos dias. O momento é de comemoração. De agradecimento.
A homenagem que estou a receber neste fim de tarde, deixa-me perplexa. Arquitetada por pessoas que me são muito caras, cuja capacidade de imaginação para me fazer mais feliz é ilimitada. Ela representa um ato complexo. Cada autor traçou o seu roteiro, harmonicamente sob a batuta de quem aos poucos foi se revelando uma grande maestrina. A menina baiana que chegou devagarzinho entre nós e foi se fazendo a profissional talentosa e comprometida, discreta, adquirindo credibilidade. Ela coordenou pelo que acabo de sentir, a proposta que concebeu através do Memorial do Poder Judiciário, órgão que comanda com grande habilidade e competência, para juntar-se à do nosso presidente, reunindo-as numa generosa manifestação. Traduziu o que pretendia o terceiro cúmplice desta surpresa, o Dr. Ronivon, idealizador deste memorável trabalho e ambos com o cuidado dos que possuem a sensibilidade de traduzir sentimentos, editaram o livro de minha vida. Moveram montanhas, pesquisaram a minha história para contá-la como no conto de fadas. Souberam localizar os atores que iriam compor a obra pretendida e não esqueceram nada. Vislumbrei, por ouvir dizer, alguns deles como Desembargador Arthur Déda. Meu grande amigo e meu guru. Maria Luíza Cruz, minha irmã incondicional, consultora sobre os assuntos da vida. Ana Medina, amiga de longas datas, colaboradora em minha gestão, com talento literário reconhecido. E as que ainda não consegui ler. As mensagens contidas neste memorável livro ficarão transcritas na minha alma. Cada um dos seus subscritores é cúmplice de minha história, avalizada pela pena de um ministro que não é admirado porque é ministro, mas que ascendeu ao cargo de Ministro por ser tão admirado. O patrocínio desta maravilhosa trama é mais uma manifestação do talento estratégico do nosso Presidente Roberto Porto. Articulador sutil, talentoso e eficiente, mas, graças a Deus, a serviço do bem.
A escolha do meu nome para o centro sociocultural me enternece, porque fica registrado o grande desejo de que os magistrados disponham dos meios indispensáveis à ampliação dos conhecimentos em outras áreas que lhes proporcione uma formação plural, indispensável a uma boa performance de um magistrado. De outra parte oferece uma infraestrutura sofisticada para o merecido lazer dos magistrados e a necessária confraternização, que saiu da pena talentosa do arquiteta Itamar Batista.
Esta exposição que expressa o meu roteiro na magistratura, bem é o seu estilo, Renata. Feita com esmero, eficiência e glamour. O nome que você escolheu causou-me grande alegria porque me deu conta de que àquela época, eu já possuía a consciência do cargo que falou o Ministro Carlos Brito, quando de sua saudação na Academia Sergipana de Letras. Esta frase está colocada num contexto que confirmo 25 anos depois.
A todo o momento e a cada passo, uma surpresa sobre minha vida, expressa da forma mais caprichosa por quem sabe discernir o exato ponto de atingir a minha alma, cuidadosamente.
Aos seus arquitetos imaginativos, desta linda homenagem, Des. Roberto Porto, Ronivon Aragão e Renata Mascarenhas Aragão. Os colaboradores nas idéias, nas palavras mágicas, na execução por um artífice da amizade, meu encantamento, pelo talento criativo, a eterna gratidão por colocar em minha vida razões bastantes para nunca mais me sentir triste.
Muito obrigada.