Pesquisadores que estudam personalidades ou acontecimentos relacionados ao município de Propriá podem contar com um subsídio importante em suas investigações. O Arquivo Judiciário acabou de concluir a classificação de todo acervo daquela Comarca, no período entre 1867 e 1972, de acordo com a tipologia processual. O trabalho incluiu também a indexação das informações no Guia de Fundos, que pode ser acessado a partir do Portal do Arquivo na internet ou dos computadores dos Núcleos de Pesquisa, disponibilizados ao público no Arquivo.
O serviço também beneficia as partes processuais que desejam a comprovação de direitos, com a cópia de documentos, através da pronta localização dos feitos da Comarca propriaense. Segundo Carla Moraes, responsável pela classificação da documentação histórica, foram classificados dois mil processos, em 236 caixas, envolvendo tanto ações cíveis como criminais.
Temas relacionados a Propriá têm demandado muitos estudos acadêmicos. Aspectos históricos, arqueológicos, geográficos e hidrográficos da região do baixo Rio São Francisco estão entre os mais procurados.
De acordo com o Desembargador e historiador Dantas Martins, Propriá foi elevada à categoria de sede da Comarca de Vila-Nova em 1854. Três anos depois, a Comarca de Vila-Nova tomou nome de Comarca de Propriá. Em 1888, o nome da Comarca voltou a ter o nome de Vila-Nova, com sede na cidade de mesmo nome, hoje Neópolis. Proclamada a República, a cidade de Propriá passou a ser sede da Comarca de São Francisco. A mudança durou até 1893, quando voltou o antigo nome de Comarca de Propriá.