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Quarta, 25 Novembro 2009 12:18

Arquivo do Judiciário completa 25 anos com programação festiva

Arquivo do Judiciário completa 25 anos com programação festiva

Em celebração ao jubileu de prata do Arquivo do Judiciário, ocorreu na segunda-feira, dia 23, a abertura do IV Seminário da instituição que tem por tema "Os Arquivos Judiciários pela celeridade em processos e preservação da memória".

Prestigiaram a solenidade o presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargador Roberto Porto; a diretora da Escola Superior de Magistratura, Desembargadora Clara Leite de Rezende; o secretário adjunto da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania, Elder Sandes; a diretora do Arquivo do Judiciário, Eugênia Andrade Vieira da Silva; a pesquisadora do Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário, Rejane Soares Canuto; Desembargadores Netônio Machado e Artêmio Barreto; a Juíza Corregedora Rosalgina Libório, os Juízes Auxiliares Francisco Alves Jr e Marcelo Augusto Campos.

O Arquivo do Judiciário guarda pensamentos de ilustres juristas sergipanos e de outras terras, além de registros fiéis de várias épocas, extraídos das peças jurídicas que constroem verdadeiros mosaicos da vida sergipana. "Recolhemos tanto a documentação cartorária de valor histórico quanto a documentação judiciária e administrativa do Tribunal de Justiça, datada desde a sua criação em 1892. A missão do Arquivo é de preservar a memória e franquear o acesso democrático aos seus documentos", disse a diretora do Arquivo Eugênia Vieira da Silva.

Na abertura dos trabalhos a Desembargadora Clara Leite de Rezende lembrou que há 25 anos o então presidente do Judiciário de Sergipe, Desembargador Luis Rabelo Leite, instalava o Arquivo com a colaboração do Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe. "Desde então a nossa memória vem sendo preservada oferecendo aos historiadores e outros pesquisadores do Estado e do país, valiosa colaboração para o estudo da história de Sergipe e do Brasil" acrescentou.

De acordo com a desembargadora, o Arquivo tem contribuição direta na celeridade da Justiça, devido ao seu moderno sistema virtualizado. "O sistema virtual do Arquivo é um dos pioneiros do país e dotado de reconhecimento nacional. Ele tem eficiência permitindo o acesso aos dados dos processos pretendidos diretamente do site, para que magistrados e pesquisadores obtenham fontes preciosas para seus estudos", ressaltou.

Conforme destacou a pesquisadora do Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário, Rejane Soares Canuto, o Arquivo do Judiciário do Tribunal de Justiça de Sergipe é uma experiência inédita no Brasil. "Estou impressionada e encantada! Tenho 12 anos trabalhando na área arquivista e, a partir do conhecimento de vários arquivos, nunca vi nada parecido com esta instituição de Sergipe. Trata-se de uma estrutura moderna que conta com uma equipe de alto nível e comprometida com o trabalho, experiência que deveria ser adotada em outros tribunais", avaliou ela.

Até o dia 27, sexta-feira, o Arquivo terá uma vasta programação que inclui 25 horas de conferências e mesas-redondas. Durante o seminário, acontece a VII Exposição de Documentos: A cidadania no alvorecer da República brasileira, uma alusão aos 120 anos do regime republicano no país, que conta com passagens documentais extraídas do acervo do Arquivo. Outro destaque é a I Mostra Fotográfica: 25 anos que valem ouro, que exibe traços da história do Arquivo Judiciário e o seu atual papel em prol da celeridade processual.