Na manhã de hoje, dia 27, no Fórum Des. Luiz Carlos Fontes Alencar, sede do Juizado da Infância e da Juventude 16ª Vara Cível de Aracaju, ocorreu uma audiência com o primeiro grupo de candidatos ao Programa de Apadrinhamento Ser Humano, oportunidade em que foi lavrado o Termo de Compromisso.
O grupo composto por uma média de vinte pessoas incluía candidatos às três modalidades de apadrinhamento: o afetivo, no qual as pessoas demonstraram estabilidade emocional, familiar e disponibilidade para dedicação ao afilhado; o provedor, cujos candidatos demonstraram condição financeira para contribuir materialmente; e o colaborador, no qual profissionais de diversos segmentos, como saúde, educação, esporte, cultura, lazer, transporte entre outros, se disponibilizaram em contribuir com a prestação de serviços nas instituições ou no seu próprio local de trabalho.
A audiência foi presidida pela Juíza Coordenadora da Infância e da Juventude, Vânia Ferreira de Barros, em parceria com a Juíza da 16ª Vara, Rosa Geane Nascimento Santos e com a Promotora de Justiça Lílian Mendes de Carvalho.
De acordo com a Juíza Vânia Ferreira de Barros, os candidatos ao apadrinhamento cumpriram as etapas preliminares do Programa, como cadastramento, entrega da documentação, além da entrevista, laudo e visita domiciliar (no caso da modalidade afetiva), que resultou na redação de um parecer favorável pela equipe psicosocial da Coordenadoria da Infância e da Juventude.
Esta audiência marca um momento histórico para os trabalhos na área da infância e da juventude. Estes são os primeiros sergipanos a se disponibilizarem com um ato cidadão e de amor, que é o apadrinhamento, disse a Coordenadora.
A Juíza da 16ª Vara, Rosa Geane, disse que a ação destes padrinhos é louvável e conclamo-os para serem multiplicadores do apadrinhamento. Já a Promotora Lílian Carvalho considerou está se dando um passo importante para a concretização de um compromisso social com crianças e adolescentes abrigados, visto que este público precisa e deve conviver em um ambiente familiar e comunitário.
Entre os candidatos a apadrinhamento afetivo está o casal Alzort Rodrigues Trindade e Rita de Cássia Oliveira Trindade. Eles, que já possuem uma filha, se disponibilizaram a acolher uma criança durante os finais de semana. Vivemos, hoje, nos limites da exclusão social e se nada fazemos para coibir o abandono destas crianças. Acreditamos que se a sociedade continuar a se omitir, o futuro de crianças que estão em abrigos estará comprometido e por isso nos sentimos na obrigação de contribuir de alguma forma, disse Alzort Trindade.
Na modalidade de apadrinhamento colaborador, a dona de casa Maricélia Almeida Santos se dispôs a oferecer serviços de cabeleireira mensalmente a dois abrigos governamentais de Aracaju, o Sorriso e Maria Izabel Abreu. Já tenho três filhos, mas vendo a necessidade destas crianças me senti na obrigação, como brasileira e cidadã, de ajudar, porque acredito que o Poder Público não tem condições de atender de forma satisfatória a todas as crianças abrigadas, declarou.
A psicóloga Laura Santana Rolim também assinou o Termo de Compromisso como colaboradora, no qual se dispôs a atender duas vezes por semana crianças e adolescentes abrigados. Acredito que este trabalho é um desafio e uma oportunidade de desempenhar a psicologia para uma demanda diferente e que muito necessita da nossa atenção, avaliou ela.
Participe você também!
Cadastre-se pela internet (clique aqui) ou entre em contato com a Coordenadoria da Infância e da Juventude, no 3ª andar do Tribunal de Justiça, na Praça Fausto Cardoso, nº 112, Centro, telefones 3226-3877 e 3226-3878.
Podem participar pessoas maiores de 18 anos, que se disponibilizem para o apadrinhamento:
Afetivo: pessoas que demonstrem estabilidade emocional, familiar e que disponibilizem tempo para dedicação ao(a) afilhado(a).
Provedor: pessoas que demonstrem condição financeira para a contribuição material sob a forma de dinheiro ou bens.
Colaborador: profissionais dos segmentos de saúde, educação, esporte, cultura, lazer, transporte entre outros, que se disponibilizem para contribuir com a prestação de serviços nas instituições ou no seu próprio local de trabalho.
As empresas podem participar nas modalidades provedor e colaborador.