Foi lançado na manhã de hoje, dia 02, o Programa de Apadrinhamento Ser Humano, uma ação da Gestão "Semeando em Terreno Fértil" da Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargadora Célia Pinheiro e da Coordenadoria da Infância e da Juventude do TJSE para dar cumprimento ao dever moral e legal de proporcionar às crianças e adolescentes institucionalizados as condições necessárias para o seu pleno desenvolvimento.
Muitas autoridades jurídicas, políticos, empresários, secretários estaduais e municipais, presidentes de Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente e diretores de abrigos estiveram na solenidade de lançamento do projeto. A Desembargadora-Presidente, Célia Pinheiro, conclamou a todos para aderirem ao Programa Ser Humano.
Você pode contribuir, ainda que não possa adotar e mesmo que não disponha de recursos financeiros para oferecer. Poderá participar quem doar valores, mas, também quem, apenas, tenha amor para ofertar. Se você tem dois ouvidos, poderá entregá-los para auscultar a alma dessas crianças que suplicam por afeto; se você tem duas mãos, poderá permitir que elas acariciem uma face que iluminará de felicidade com um gesto simples, mas é capaz de tocar um coração adormecido pelo desencanto, discursou a Presidente.
O programa de apadrinhamento é uma iniciativa que envolve diversos segmentos, órgãos governamentais, não governamentais e sociedade civil, em prol de todas as crianças e adolescentes abrigados cujos vínculos familiares estejam rompidos (parcial ou totalmente), a partir do apoio material e afetivo, além do resgate da cidadania.
A Juíza Coordenadora da Infância e da Juventude do TJSE, Vânia Ferreira de Barros, explicou como funcionará o Programa Ser Humano e destacou que são necessárias, neste primeiro momento, ações voluntárias para divulgação do programa para toda sociedade.
O que se pretende com o Programa de Apadrinhamento é a sensibilização da sociedade civil para, a partir de um compromisso social de assumir a condição de padrinhos ou madrinhas, proporcionar a estas crianças e adolescentes abrigados condições para melhorar a qualidade de vida delas. A política de estímulo ao apadrinhamento está fundamentada na busca de uma experiência de afiliação, como elemento imprescindível ao rompimento do sentimento de abandono, fortalecendo a autoestima, a valorização e o pleno desenvolvimento, com a possibilidade de serem inseridos no projeto de vida de alguém, explicou a Juíza.
A iniciativa do Judiciário gerou elogios por parte da sociedade sergipana. É um projeto de extrema importância porque já estava na hora da população se sensibilizar para crianças e adolescentes que perderam o vínculo familiar na busca da reinserção da família, seja biológica, seja advinda de um apadrinhamento. Espero que este programa obtenha sucesso para que possamos melhorar a vida das crianças e adolescentes, disse a Secretária de Estado de Inclusão e Desenvolvimento Social, Ana Lúcia Menezes.
Um programa de apadrinhamento é importantíssimo porque pode, inclusive, gerar oportunidade de futuras adoções. Já tive experiências de pessoas que inicialmente apadrinharam uma criança e, em seguida, sentiram a necessidade de integrá-la à família. Além disso, este programa possui uma dimensão maior porque conta com o apoio do Poder Público, o qual já constitui um importante parceiro, avaliou a Diretora do Oratório Festivo Dom João Bosco, irmã Georgina Barbosa.
Quem tiver interesse no apadrinhamento deve procurar a Coordenadoria da Infância e da Juventude, no Palácio da Justiça, ou pelos telefones 3226-3877 e 3226-3878. Também estará disponível no site do TJSE, Portal da Infância e da Juventude, formulários específicos para o cadastramento prévio. Ser Voluntário é Ser Humano! Participe!