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Sexta, 10 Outubro 2008 11:43

Familiarizar conta com a estrutura do Centro Médico do TJSE

O Tribunal de Justiça de Sergipe está disponibilizando toda estrutura para a realização do programa Familiarizar no abrigo Sorriso, nesse sábado , dia 11. De acordo com o Diretor do Centro Médico, Dr. Osvaldo Barreto, o centro estará participando com sua equipe de profissionais: médicos, odontólogos, fisioterapeutas, assistente social e psicólogos.

As primeiras ações do Familiarizar foram desenvolvidas na Casa Abrigo Sorriso, para o qual são destinadas crianças na faixa etária de 0 a 6 anos de idade e que estão em situação de risco. De acordo com a Juíza Corregedora do TJSE, Dauquíria de Melo Ferreira, a escolha pelo abrigo teve motivos lógicos.

Escolhemos o Sorriso, inicialmente porque nós entendemos que quando se trata de questões ligadas à infância e à adolescência, a ação deve ser pontual e setorizada, a partir da divisão do problema em partes, a fim de uma ação mais efetiva. Segundo, porque é no Sorriso que são abrigadas as crianças com mais chance de serem adotadas ou reinseridas numa família e porque é nessa fase da vida que elas formam a personalidade, e entendemos que quanto mais rápido elas forem retiradas dos abrigos, menos reflexos negativos sofrerão, uma vez que o abrigo é apenas uma casa de passagem e não é um lar definitivo, explicou.

 

O Familiarizar

Sergipe tem, atualmente, cerca de 300 crianças e adolescentes abrigados. Apenas 5% são órfãos. A maior parte tem família, mas está nos abrigos por situação de risco, negligência dos parentes ou extrema pobreza. Sendo assim, a proposta do Programa Familiarizar é fazer com que essas crianças sejam devolvidas ao ambiente familiar de uma maneira segura, tendo seus direitos à educação, saúde e lazer garantidos.

As ações desenvolvidas pelo Programa Familiarizar serão contínuas, não havendo uma data de encerramento, e todos os abrigos receberão as atividades do mutirão. O trabalho é uma constante porque sempre vão surgir casos de infantes que precisam ser abrigados. O nosso foco é evitar que meninos e meninas retornem aos abrigos, ou assim que verificamos uma situação de risco imediatamente buscar uma solução, ou através da busca por uma família extensiva, ou através de programa como o Acolhimento Familiar ou o apadrinhamento. Na verdade, podemos criar outros projetos paralelos ao Familiarizar a fim de dar suporte e fortalecer nosso objetivo de reduzir a demanda nos abrigos, ressaltou Dauquíria Ferreira.

Além disso, o Programa Familiarizar entende que não basta retirar as crianças do abrigo, acelerar processos ou concluir as fases do processo para enfim destituir a criança e colocá-la numa família substituta. É preciso dar assistência e suporte às famílias, porque sabemos que as principais causas de abrigamento são sociais. Queremos promover uma situação definitiva, para que estas crianças não retornem para o sistema e possam conviver verdadeiramente em família. Por exemplo, se há crianças abrigadas por situação de pobreza, vamos acionar os projetos sociais de cada município ou do Estado a fim de que as famílias venham ter condições de criar seus filhos, alertou Dauquíria.