A Vara de Execuções Criminais (VEC) promoveu, ontem, dia 31, mais um mutirão, que desta vez beneficiou 13 detentas do Presídio Feminino (Prefem),
Na audiência coletiva, realizada durante a manhã, as presas receberam apenas a sentença, já que todos os casos já haviam sido previamente julgados pela Juíza da VEC, Maria de Fátima Barros. O procedimento foi adotado como forma de agilizar a ação, uma vez que os processos são analisados de forma direta no Fórum Olímpio Mendonça, sede da VEC, o que dispensa as entrevistas feitas anteriormente com as presas. Ao todo foram analisados 60 processos de mulheres que se encontram em situação de sentenciadas.
"Fiquei assustada com a situação da superlotação do Prefem. O que acontece é que o verdadeiro problema não é levado
O mutirão é realizado pela VEC em parceria com a Defensoria Pública e a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Sejuc). As próximas ações da VEC serão em presídios que possuem hoje uma situação de superlotação e detentos com penas elevadas. É o caso do presídio da cidade de Tobias Barreto, prevista para o mês de agosto, e o da cidade de São Cristóvão, o Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copecam). Na última terça-feira, dia 29, na unidade prisional de Areia Branca, 62 detentos tiveram a progressão para regime aberto e 20 de regime fechado para semi-aberto.
"Os números estão sendo bons. Pretendemos realizar o mutirão em todos os presídios do Estado. Até agora 70% dos detentos dos locais onde o mutirão aconteceu conseguiram progressão de pena, ou seja, foram beneficiados de alguma forma pela ação", falou a Juíza da Vara de Execuções Criminais, Maria de Fátima Barros.
Com o trabalho dos mutirões da VEC, a previsão é que até o final deste ano, uma média de 200 vagas sejam abertas nos presídios de Sergipe. Hoje, a população carcerária do Estado é de 2.307 pessoas.