Muito bom! Esta foi a avaliação feita pelos servidores do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe que participam do Curso de Excelência no Atendimento com Linguagem de Sinais. A qualificação teve início no dia 29 de outubro e, desde então, 25 servidores têm sido capacitados com o aprendizado a Linguagem Brasileira dos Sinais Libras.
O curso possui duas vertentes: capacitar os servidores que trabalham diretamente com atendimento ao público e melhorar a prestação jurisdicional, uma vez que parte significativa dos usuários apresenta algum tipo de necessidade especial. De acordo com a Chefe do Setor de Treinamento, Maria Luzinete Nascimento, o TJ faz avanços consideráveis investindo numa área de repercussão social a acessibilidade.
No decorrer do curso, alguns servidores já tiveram a oportunidade de aplicar no ambiente de trabalho os conhecimentos adquiridos. É o caso do Agente de Serviços Judiciários, Eduardo Gonçalves Dias, que trabalha há 19 anos nos Fóruns Integrados I e pela primeira pôde se comunicar com um portador de deficiência auditiva, através da linguagem de sinais. Conseguir corresponder às expectativas do cliente, que ficou bastante satisfeito em encontrar um intérprete no próprio Tribunal de Justiça, é minha maior satisfação, enfatizou.
Para a Técnica Judiciária, Maria Auxiliadora Santos Batista, o curso de Libras é um aprendizado não apenas para o trabalho, mas para a vida. É uma forma de estarmos preparados para qualquer situação do dia-a-dia, considera. Ela lembra que durante 25 anos de serviços no Judiciário presenciou a dificuldade de deficientes auditivos no atendimento ou a necessidade deles estarem acompanhados de um intérprete. Hoje não há mais esta necessidade, porque os próprios servidores têm habilidade para lidar com a situação, afirma.
A capacitação é uma forma de reforçar uma série de ações desenvolvidas pela atual gestão visando, a partir da valorização dos servidores, trazer resultados significativos à prestação jurisdicional. O Desembargador-Presidente, Artêmio Barreto, aplicou sensibilidade ao oferecer este curso, que serve para valorizar a auto-estima do servidor e traz a sensação de acolhimento aos usuários dos serviços judiciários, concluiu Maria Luzinete.