O Direito de Família é uma área na qual a Justiça tem o dever de estar em sintonia, porque a família é a base da sociedade. Com estas palavras, o Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargador Artêmio Barreto, abriu os trabalhos no segundo painel de hoje, dia 3, no II Congresso Nordestino de Direito de Família. Na ocasião, a "Mediação Familiar" foi o tema debatido entre psicólogos, psicoteraupeutas, magistrados, promotores e advogados.
Para o Presidente do TJ/SE, o Instituto Brasileiro de Direito de Família - Seccional Sergipe (IBDFAM/SE) traz, entre tantos outros, um tema que é digno de aplausos, uma vez que a mediação é fundamental para a solução de conflitos em ambientes familiares e, conseqüentemente, para restaurar a paz social.
A expositora Giovana Perlin demonstrou como é complexa a natureza de uma disputa, seja de divórcio, separação de bens ou guarda de filhos. Segundo ela, é importante que os profissionais envolvidos na mediação tenham noção de múltiplas disciplinas como Direito, Psicologia, Serviço Social, Psiquiatria e Sociologia. Ela disse que o importante é haver um duplo ganho entre as partes e isso só é possível quando a Justiça direciona o olhar para questões intrínsecas que identificam a raiz de cada disputa familiar.
Também participou da mesa, sob a condição de debatedor, o Juiz Auxiliar da Presidência do TJ/SE, Francisco Alves Júnior, que é Titular da 6ª Vara Cível de Aracaju, a qual é especializada em Direito de Família e Sucessões. A atuação do IBDFAM na promoção de palestras e debates como a Mediação Familiar testemunha o acerto e o sucesso do evento, destacou.
O Congresso
Com o objetivo de debater temas relevantes da família na contemporaneidade, sob uma perspectiva interdisciplinar, o II Congresso Nordestino de Direito de Família foi aberto oficialmente na noite de ontem, dia 02, no auditório do Ministério Público do Estado de Sergipe, com o registro de mais de 300 inscritos.
Promovido e organizado pela Escola Superior do Ministério Público do Estado de Sergipe (ESMP-SE) em parceria com o IBDFAM/SE, o Congresso trouxe à tona uma questão de interesse coletivo: o reconhecimento jurídico da família plural como espaço de igualdade e liberdade.