Na segunda semana de aula, o Curso de Digitação mostrou em sua turma que é composta por 12 pessoas um aproveitamento satisfatório. A posição das mãos no teclado e a postura correta já são novos hábitos adotados pelo pessoal. A tendinite e a LER são problemas ocasionados pela má postura!, diz a instrutora do curso, Ana Patrícia Matos.
As aulas que iniciaram no dia 4 de junho e se estenderão até o dia 9 do próximo mês, são monitoradas na sala de treinamento do Anexo Administrativo do TJ, direcionada aos servidores do Poder Judiciário que trabalham nas varas, e principalmente aos que digitam durante as audiências. Seu planejamento e execução foram iniciativas do Departamento de Recursos Humanos. "Além da idéia nós fazemos o cadastramento, acompanhamento e efetividade das tarefas desempenhadas", explica a chefe de Divisão de Desenvolvimento do RH, Tânia Fonseca.
Até meados de fevereiro deste ano eram oferecidos os cursos de Informática Básica e Avançado, e devido às poucas diferenças detectadas, além da necessidade do servidor do Poder Judiciário adquirir mais agilidade em suas tarefas, esses cursos foram extintos cedendo lugar ao Curso de Digitação que vem após o Curso de Informática Aplicada. "Não adiantava ensinar PowerPoint, por exemplo, que foge da aplicabilidade para desenvolvimento das tarefas diárias, pois o servidor trabalha com ofícios, tabelas, além de digitação nas audiências, completa Ana Patrícia.
A pequena demanda de digitadores também é outro fator que contribuiu para a criação desse curso, haja vista que antigamente os juízes tinham que levar um único digitador para suas audiências. Então para reverter esse quadro de dependência em que os juízes ficavam submetidos, foram enviadas pelos juízes 1 ou 2 pessoas de confiança ou destaque no setor para formar uma nova classe de digitadores, para que não haja a necessidade de deslocamento para as audiências.
Sua fundamentação é com base num programa que testa as habilidades de digitação do indivíduo. "Eu já sabia digitar, mas era pouco. Como curso eu me aperfeiçoarei", diz a funcionária da 1ª Vara de Assistência Judiciária de São Cristóvão, Aparecida Gomes. Para Otávio Pereira de Lima, que trabalha no Juizado Especial de Socorro, o curso é importante, apesar de já dominar a digitação. "O curso nos oferece uma reciclagem na parte técnica, já que no corre-corre da situação acabamos passando por cima das técnicas!", explica. Após o teste de habilidades são simuladas audiências, onde cada um representa uma parte (o magistrado, o réu, as partes e o digitador).
No final do curso, os servidores receberão um certificado.