Teve início no último dia 8 e prossegue até 29 de maio a etapa final do curso de Formação Prática em Justiça Restaurativa, promovido pelo Núcleo Permanente de Justiça Restaurativa (Nupejure) e Escola Judicial de Sergipe (Ejuse). O objetivo é capacitar profissionais do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) e de órgãos parceiros para a função de facilitador em práticas restaurativas.
Durante o curso são utilizadas diversas metodologias ativas, sendo a principal delas a vivência circular. A prática permitirá ao facilitador realizar círculos de construção de paz para trabalhar com foco na prevenção das violências, como também na perspectiva da transformação de conflitos, visto que o círculo de construção de paz é uma das práticas restaurativas que abre um leque de possibilidades de aplicações em diversos espaços de convivência, como escolas, igrejas e demais equipamentos sociais.
As práticas restaurativas possibilitam a educação para a paz favorecendo a convivência que respeita as diferenças entre as pessoas. No âmbito do Poder Judiciário, a Justiça Restaurativa busca promover a cultura de paz nos ambientes de trabalho e também no atendimento aos jurisdicionados, visando a construção de soluções participativas e justas para os conflitos judicializados.
Os cursistas já passaram pela formação teórica em Justiça Restaurativa, com duração de 30 horas, que aconteceu de forma virtual nos meses de março e abril deste ano, também pela Ejuse. Participam dessa edição do curso profissionais da Central Integrada de Alternativas Penais, Conselho Tutelar, Centro de Referência da Assistência Social, Hospital Santa Isabel, Conselho da Comunidade na Execução Penal, Ministério Público de Sergipe, entre outras instituições parceiras.