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Sexta, 16 Agosto 2024 07:16

Exposição Ministro Luiz Carlos Fontes de Alencar será lançada no Memorial do Judiciário

Exposição Ministro Luiz Carlos Fontes de Alencar será lançada no Memorial do Judiciário

No dia 22 de agosto, às 10h, o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), por meio do Memorial do Judiciário, lançará a Exposição Ministro Luiz Carlos Fontes de Alencar. Trata-se de uma exposição de longa duração que conta com objetos doados pela família do magistrado sobre a trajetória pessoal e profissional, os quais foram incorporados ao acervo do Memorial.

A mostra traz um acervo bibliográfico, composta por obras literárias e poesias de autoria do homenageado, bem como livros utilizados nas suas consultas enquanto membro do Poder Judiciário e docente no ensino superior. A exposição dispõe ainda de um acervo iconográfico, com fotografias e obra audiovisual.

“O Memorial tem o papel de salvaguardar a memória e a história do Poder Judiciário e divulgar para toda a sociedade. Estamos inaugurando uma exposição que tem caráter permanente, portanto todos os objetos que foram doados estão hoje incorporados no nosso acervo, em colaboração com a filha do Ministro, Dra. Moema, selecionamos as peças que compõem a coleção exposta no segundo andar do Palácio Sílvio Romero. Gostaria frisar como a interação com a família Alencar foi rica e produtiva, o material audiovisual foi produzido diretamente por eles por meio de muita pesquisa e o resultado obtido com a voz narrante de Moema é emocionante. Que essa ação de generosidade seja de exemplos para outras famílias que queiram contribuir na construção da memória do nosso Estado", explicou Sílvia Resnati, diretora do Memorial.

O lançamento da exposição ocorre neste mês de agosto em celebração ao Dia do Magistrado (11/8) e também ao Dia do Folclore (22/8), uma vez que Ministro Luiz Carlos Fontes de Alencar atuava na área de pesquisa e no fomento à cultura.

Luiz Carlos Fontes de Alencar

Luiz Carlos Fontes de Alencar, filho de Clodoaldo de Alencar e Eurydice Fontes de Alencar, nasceu no dia 31 de dezembro de 1933, no município de Estância, e bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Recife, em 1958. Pela mesma instituição obteve o título de Doutor em Direito, em 1960.

Exerceu a docência no ensino primário e no ensino superior. Na Universidade Federal de Sergipe lecionou Direito Penal II, Processo Penal Militar, Processo Penal Especial, Processo Penal I e II e Teoria Geral do Processo.

Foi serventuário da Justiça, exercendo as atividades de Escrevente compromissado e Suboficial do Registro Civil no Cartório do Décimo Primeiro Oficio da Comarca de Aracaju. Ainda como estudante universitário foi membro do Ministério Público, atuando na Promotoria Pública de Itabaiana, a partir de março de 1955. Exerceu a advocacia logo após a colação de grau.

Iniciou a sua carreira de magistrado em 1961, quando foi empossado Juiz de Direito de Primeira Entrância da Comarca de Tobias Barreto, após aprovação em concurso público.

Dirigiu o Fórum da Comarca de Aracaju (1979). Exerceu por dois biênios (1972/74 - 1974/76) a condição de membro do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE) e foi por duas vezes Corregedor Regional Eleitoral.

A promoção para o cargo de Desembargador ocorreu com base no critério de merecimento, em 1979. Foi eleito Corregedor-Geral da Justiça em 1981.

Luiz Carlos Fontes de Alencar foi presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe entre 1985 e 1987.

Ministro do STJ

Luiz Carlos Fontes de Alencar foi nomeado para o cargo de Ministro do Superior Tribunal de Justiça em 1989. Nessa condição foi membro da Comissão de Jurisprudência do STJ e Presidente da Quarta Turma do mesmo Tribunal (1993), além de integrar o Conselho de Justiça Federal e haver exercido a função de Coordenador-Geral da Justiça Federal.

Encerrou a carreira como magistrado em dezembro de 2003, aos 70 anos, após aposentadoria.

Produção Literária

Produziu e publicou vários trabalhos: Os Ratos (1955); Habeas Corpus (1958); Da Competência Originária do Tribunal de Justiça em Habeas Corpus (1968); Embargos no Processo Penal (1970); Discurso dos Bacharéis de Hoje (1974); Estudo Sobre a Situação dos Auxiliares de Ensino (1979); Princípios de Independência e Harmonia entre os Poderes e sua Realidade e Tendências (1980); Sonegação Fiscal - Aspectos Controvertidos (1997); Procedimentos em Matéria Processual e os Feitos da Competência Federal (1998); Constituição Federal de 1988 (1998); Processo e Procedimento: Execução Fiscal (1998); Foi Uma Hora Sem Igual (1999); Como se Prefacia Fora (1999); Preservamento da Informação Forense (2000); Liberdade: teoria e lutas (2000); Rui e a Pós-Modernidade (2000); A Lição de Rui: Crime de Hermenêutica, a Hipérbole do Absurdo (2000); A Federação Brasileira e os Procedimentos em Matéria Processual (2001); Kalevala (2001); Crime de Hermenêutica (2001); Florestas e Diamantes (2001); Gratidão e Esperança (2002); Água do Camaragibe (2002); O Centenário do Tratado de Petrópolis (2003); Aqueles Dois Advogados (2003).