Os jogos de vídeo game Counter Strike e Everquest foram proibidos em todo o território nacional pela 17ª Vara Federal de Minas Gerais. Para o juiz, os jogos são impróprios para o consumo e nocivos à saúde. O Procon já começou uma operação para apreender os jogos nos locais de distribuição e venda.
O Counter Strike reproduz uma guerra entre bandidos e policiais, com reféns, bombas, fuga, assassinato, armas, técnicas de guerra e de guerrilha. O jogo foi criado nos Estados Unidos e adaptado para o Brasil. Na versão tropical, traficantes do Rio de Janeiro seqüestram e levam para um morro três representantes da Organização das Nações Unidas (ONU). A Polícia invade o local e é recebida a tiros.
O participante pode escolher o lado do crime: virar bandido para defender a favela sob seu domínio. Quanto mais policiais militares matar, mais pontos ganha. A trilha sonora é um funk proibido. Cada um escolhe suas armas: pistolas, fuzis e granadas. Os melhores jogadores são os que têm conhecimento sobre técnicas de guerra.
No Everquest, o jogador pode receber tarefas boas ou más. As más vão de mentiras, subornos e até assassinatos. Muitas vezes, depois de executadas as tarefas, o jogador fica sabendo que era apenas uma armadilha para ser testado para entrar em um clã (grupo).
O advogado Omar Kaminski, especialista em direito informático, lembra que a violência encontra muito mais destaque nos noticiários diários. Nos Estados Unidos, conforme noticiado pelo New York Times no ano passado, as leis estaduais que tentaram adicionar limites à violência além de inócuas foram consideradas inconstitucionais, avalia.
Além disso, lembra Kaminski, até agora nenhum estudo logrou êxito em comprovar ligação entre aumento da violência e jogos de videogame.
O Procon de São Paulo ainda está analisando o que vai fazer, diante da decisão da Justiça Federal de Minas Gerais.